O secretário regional da Saúde e da Protecção Civil, Pedro Ramos, hoje questionado pelo jornalista do FN na conferência de imprensa habitual do IASAÚDE, não enjeitou a possibilidade de utilização de máscaras pelos idosos nos lares, quando reunidos em áreas comuns. Porém, referiu que as normas de orientação da Organização Mundial de Saúde apontam para o facto de as máscaras não serem, em princípio, apropriadas para uso por crianças e idosos, pelo facto de as pessoas destas faixas etárias não saberem utilizá-las adequadamente.
O governante, entretanto, disse que vai sair uma norma do IASAÚDE sobre a utilização nos lares. “Vamos começar, de facto, a caracterizar toda esta nossa situação dos lares de idosos. Temos vantagens em relação ao todo nacional, porque de facto tomámos medidas que o todo nacional não tomou. Os Planos de Contingência foram implementados em todas estas unidades, e em segundo lugar foi dada formação aos profissionais [que lá trabalham]. Em terceiro lugar procedeu-se à reorganização dos serviços de saúde, impedindo a mobilidade destes profissionais entre estas unidades e os hospitais: a mesma foi interrompida já há três semanas. A proibição das visitas foi mais uma medida de protecção de todos estes cidadãos. Por outro lado, não houve nenhum utente destas unidades entre os casos suspeitos registados até agora”, disse.
Pedro Ramos referiu ainda que a partir de amanhã iniciar-se-á o controle de temperatura e o inquérito epidemiológico no sentido de testar aqueles que têm patologia respiratória, mais propensos a ter este tipo de infecção, ou então aqueles sobre os quais existe algum tipo de suspeição”. O secretário da Saúde voltou a insistir na necessidade de não desperdiçar testes, e sublinhou que a RAM tem vindo a aumentar a realização dos mesmos.
Para usar máscaras nos lares, disse, tal depende muito de avaliação dos profissionais de saúde que trabalham nesses lares, nomeadamente se se trata de um idoso que está acamado e não sai do quarto, ou se se trata de um idoso que interage com os outros e é capaz de convívio. Eventualmente, poderá ser então adequado usar também protecção adicional.
Sobre a falta de material de protecção individual nos lares, Pedro Ramos referiu que tem havido uma articulação entre o SESARAM e estas instituições de apoio à terceira idade, já tendo sido fornecidos aos mesmos mais de quatro mil pares de luvas, mais de mil aventais, mais de duas centenas de máscaras, que, segundo o secretário, “foram aquelas necessidades que foram identificadas”. Mas aguarda-se a chegada de uma carga nacional com novos apetrechos, dado que estas instituições “têm a ajuda da Segurança Social”, cujo orçamento é nacional, declarou.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.






