Hotéis esvaziam-se e fecham; tenta-se persuadir a “não cancelar, mas adiar e remarcar” viagens e reservas

A hotelaria madeirense e os agentes de viagens estão a apelar aos estrangeiros que fizeram reservas nos hotéis, particularmente aos próprios operadores turísticos, para que não as cancelem mas mudem as datas para outra oportunidade. O apelo emula outros similares que têm ocorrido a nível nacional, e encontra expressão no cartaz que acima publicamos, apelando a que se “salve o turismo”. É um dos reflexos da crise económica que já aperta o tecido empresarial madeirense, tal como acontece internacionalmente, e um dos efeitos colaterais do “isolamento” profilático que se procura dar ao arquipélago, para salvaguardar a sua população.

O Funchal Notícias sabe que os grupos e unidades hoteleiras da ilha, embora naturalmente procurem dar uma aparência de normalidade, estão a esvaziar-se totalmente, como não poderia deixar de ser, mediante as restrições às viagens e a obrigação de quarentena estabelecidas pelas entidades oficiais. São muitos os hotéis que vão, pura e simplesmente, fechar portas, mandando os trabalhadores para casa a ganhar 66 por cento do salário e entrando em regime de “lay off”. As unidades hoteleiras vão pouco a pouco ficando literalmente “às moscas”, com muitíssimo poucos quartos ocupados em hotéis com capacidade para dezenas e mesmo centenas e centenas de hóspedes, dos quais se destaca, naturalmente, o enorme hotel Savoy, neste momento com corredores e corredores desertos.

No meio de tudo isto, muitos sãos os trabalhadores que, pela natureza das suas funções, ficarão em casa sem ter nada para fazer. Já outros, os que pela natureza da sua função o podem fazer, vão realizando teletrabalho. A grande tentativa até agora, como referimos no princípio, tem sido a de convencer os turistas e operadores estrangeiros a pura e simplesmente não abandonarem as viagens e as reservas, mas a de deixá-las para outra altura mais propícia, esperando que entretanto a “tempestade” do novo coronavírus já tenha passado. Há operadores turísticos que se têm mostrado sensíveis e compreensivos a esta questão, mas as perdas, naturalmente, serão de grande monta para o turismo madeirense, um pilar da economia regional.

O cartaz acima tem sido divulgado nas redes sociais por muitos profissionais ligados ao sector turístico-hoteleiro, como forma de sensibilização para esta problemática.


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