Protesto com buzinão no Aeroporto e a polícia preparada

A PSP já tinha alertado em comunicado emitido hoje à tarde. Os anúncios que apelavam a uma concentração no Aeroporto Internacional da Madeira Cristiano Ronaldo em protesto pela ausência de resposta da República face à necessidade que a Região defende de encerrar os aeroportos como prevenção do coronavírus COVID-19, não podiam ocorrer sem vistoria policial. Os apelos eram fortes nas palavras, sendo que até a ocupação foi expressada, ainda que pudesse ser mais com o coração do que com a cabeça. Mas foi escrito e a polícia preparou-se.

A PSP já tinha afirmado que “por força das medidas restritivas de acesso ao Aeroporto Internacional da Madeira implementadas pela ANA Aeroportos, a Polícia de Segurança Pública irá promover a restrição da entrada nos aeroportos a pessoas que não tenham um título de embarque válido ou um cartão de acesso, ou que necessitem de tratar de assuntos diretamente relacionados com os seus bilhetes, sendo aberta exceção apenas a passageiros que necessitem de acompanhamento, e.g., crianças, idosos ou pessoas com dificuldades de locomoção”.

A verdade é que não passou de um buzinão, logo depois das 20 horas, com algumas dezenas, poucas, de carros e motos, que durante quase uma hora andaram à volta da área do Aeroporto, com as autoridades policiais distribuídas por esse percurso e controlando as entradas, bem como a zona das chegadas, onde se posicionou um considerável reforço policial, uma primeira linha e uma segunda de prevenção, certamente se fosse necessário intervir de forma mais musculada.

Na zona atrás do aeroporto, registou-se uma concentração de veículos e de pessoas, sendo que o número envolvido, sem ser muito numeroso, era suficiente para contrariar as recomendações de prevenção para o COVID-19, uma vez que houve algum aglomerado alheio à situação e a distâncias, situação que nada tem a ver com a eventual legitimidade de defesa de uma situação, o encerramento do aeroporso, mas antes tem a ver com o enquadramento em que essa manifestação ocorre.

Recorde-se que este apelo foi lançado via redes sociais, com uma figura pública que deu a cara na sua página pessoal, o antigo vice presidente do Governo e vice presidente da Assembleia, o social democrata Miguel de Sousa, que lançou várias frases verdadeiramente fortes, chamando ao protesto políticos e sociedade civil. Escreveu “se o Costa não fecha, fechamos nós” ou “Amanhã, 2ª feira, 20 horas, ocupamos o aeroporto” ou ainda “Se bloquearmos as estradas à volta do aeroporto, saem os trabalhadores e, se não entrar ninguém, o aeroporto está fechado”.

Viu o cidadão comum e viu também a polícia. Que levou a sério o apelo e montou um dispositivo adequado à ameaça. A adesão ficou aquém do previsto e a ocupação, para já ficou adiada.


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