Ordem garante que as farmácias da Madeira estão a tomar as “medidas adequadas”, ministra anuncia atendimento só ao postigo

Tiago Magro revela que na Madeira “existem situações de farmácias que estão a estabelecer distâncias entre os utentes, bem como algumas outras que criaram barreiras de acrílico, nos balcões.

A ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou que a partir de amanhã, segunda-feira, as farmácias passam a atender só ao postigo como forma de “evitar mais contágios”. Na Madeira, as farmácias já estão a adotar as medidas consideradas adequadas à situação, algumas atendendo já com postigo, outras adotando distâncias entre utentes e profissionais, como forma de prevenção que vai ao encontro das medidas já anunciadas no âmbito do plano de contenção do coronavírus COVID-19.

O presidente da delegação regional da Madeira da Ordem dos Farmacêuticos, Tiago Magro, garante que “todos os farmacêuticos já adotaram medidas de prevenção e de proteção das suas equipas, num enquadramento da situação vigente na Região, onde não está detetado qualquer caso positivo de coronavírus”. Diz, no entanto, que “é importante salvaguardar todos os profissionais de farmácia, lembrando que eles estão na primeira linha do atendimento de utentes que poderão, de alguma forma, ter estabelecido contacto com o vírus”.

Tiago Magro revela que “existem situações de farmácias que estão a estabelecer distâncias entre os utentes, bem como algumas outras que criaram barreiras de acrílico, nos balcões, como forma de separar as suas equipas dos utentes e evitar eventuais situações de contágio”. Admite que “a medida anunciada pela ministra da Saúde, sendo extrema, tem como objetivo evitar que as próprias farmácias fiquem desprovidas dos seus profissionais e, no limite, possam fechar, com as consequência daí resultantes para a prestação de serviço aos utentes”.

Para já, defende que as medidas adotadas na Madeira “são suficientes”, considerando que “estamos numa primeira fase de assinalar a distância, de colocar os utentes fora da farmácia, pelo que o atendimento através do postigo deverá ser uma opção de cada farmácia”. Diz que qualquer alteração deste procedimento estará enquadrada na planificação das entidades regionais, que estão a acompanhar a situação de forma articulada e que, dentro desse contexto, poderão adotar outras medidas. “Se houver algum colega que pretenda assumir outras medidas, antecipando-se a qualquer decisão, também está no seu direito de assim proceder”.

Tiago Magro diz que “o importante é que os medicamentos cheguem aos utentes”, admitindo atendimentos mais demorados em função das restrições”. E relativamente aos alertas de vários profissionais sobre a importância do Governo decidir o atendimento através do postigo, também na Região, matéria que o FN deu conta numa reportagem, o responsável pela Ordem diz que “até ao momento, o Governo tem tomado as medidas adequadas. Não temos qualquer situação positiva, o que demonstra, também, o resultado das medidas, fechamos portos e marinas, estamos a condicionar aeroportos.

Recorde-se que, simultaneamnete a este anúncio da ministra da Saúde Marta Temido, relativamente às farmácias, houve um alertou da governante no sentido de que o país vai entrar numa fase de crescimento exponencial da pandemia do coronavírus COVID-19, que neste momento já regista 245 pessoas infetadas, mais 76 casos em 24 horas, sendo que 281 pessoas aguardam resultados das análises.


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