Estepilha – Reembolsos sem gel com longa espera e tanta gente

Estepilha, “Casa de ferreiro, espeto de pau”. Quem não conhece esta expressão popular, que serve mais ou menos para expressar uma observação que tem a ver, no sentido figurado, com um ferreiro que passa a vida a fazer espetos de ferro para os outros, mas menos para si próprio.

Este ditado popular aplica-se na perfeição ao IASAÚDE. Passa a vida a recomendar para lavar as mãos, explica os procedimentos em vários quadrantes, tem por obrigação dar o exemplo, até pela eminência de, mais dia menos dia, mais hora menos hora, acabar por surgir algum caso positivo de coronavírus, mas na zona dos reembolsos, de grande concentração de pessoas, como foi o caso de hoje em que as senhas acabaram por volta das 15 horas e o espaço só fechava às 16, nada de gel desinfetante, a informação de papel na parede está no fundo de uma sala (é verdade que consta no ecrã dos números) e o acesso à casa de banho só pedindo a chave, o que em circunstâncias normais é compreensível para manter o espaço devidamente cuidado, mas num caso excecional como este talvez exigisse um outro procedimento.

Não sabemos se os responsáveis estão atentos ou nem sequer pensaram nisso, apesar dos alertas dos funcionários, ao que nos dizem. Mas lá que o Estepilha estranhou a situação numa casa que tanta recomendação faz, lá isso foi.

Fica, aqui, a estranheza. E a esperança que um pouco de gel não vá rebentar com o orçamento.

Ou então, cancelem este “evento” diário. Também, quem espera mais de três meses pelos reembolsos, como está a acontecer, até espera mais um pouco para evitar o coronavírus.


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