Deputados do PSD no Parlamento Europeu questionam Comissão Europeia sobre a suspensão da TAP na Venezuela

Os Deputados do PSD no Parlamento Europeu questionaram o Vice-Presidente da Comissão/Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Josep Borrel, sobre a suspensão, por 90 dias, das operações da companhia aérea TAP na Venezuela.

Uma suspensão que, conforme sublinha a Deputada Cláudia Monteiro de Aguiar, também subscritora da pergunta, “é inaceitável, assim como é inaceitável a inação do Governo Socialista Português, face a uma manobra política do Governo e do Regime ditatorial de Nicolas Maduro perante a União Europeia, que, na pessoa do Alto Representante, já devia ter-se pronunciado face a este abuso de poder”. Deputada que alertou, ainda e a este propósito, para a necessidade de se garantir “a segurança dos cidadãos portugueses e luso-descendentes que vivem na Venezuela”.

Refira-se que esta missiva surge na sequência da intervenção do Deputado do PSD, Paulo Rangel, na reunião da Comissão dos Assuntos Externos do Parlamento Europeu e da resposta ambígua da representante do Serviço de Ação Externa, Véronique Lorenzo.

Transcrição da pergunta efetuada à Comissão Europeia:

“No dia 17 de fevereiro de 2020, o governo ilegítimo da Venezuela, liderado por Nicolas Maduro, impôs a suspensão, por 90 dias, das operações da companhia aérea europeia “TAP” naquele país, alegando para o efeito “razões de segurança”.

Esta decisão unilateral e injustificada – não resultando de qualquer investigação ou prova – reduz-se a uma manobra de retaliação política do regime sobre Portugal, motivada pelo facto de o Presidente Juan Guaidó ter regressado ao país num voo operado pela companhia aérea portuguesa.

Perante o silêncio do Vice-Presidente da Comissão/Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, perguntamos:

  1. Como avalia esta situação?
  2. Tomará a União uma posição conjunta, ou continuará silente perante tal arbitrária manobra de retaliação política?”

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