
Uma reunião, hoje, na sede da Ordem dos Médicos, envolvendo médicos diretores e chefes de serviço do SESARAM concluiu com a demissão de mais de 30 desses responsáveis, em protestao pela nomeação de Mário Pereira para diretor clínico e cuja posse está agendada para amanhã.
Em consequência desta decisão e de toda a situação na Saúde, o grupo parlamentar do PS Madeira emitiu hoje uma nota à comunicação social onde pede a demissão do secretário da Saúde, Pedro Ramos, e onde lamenta “toda a situação gerada em torno da direção clínica do SESARAM, que teve hoje como consequência a demissão de mais de 30 diretores de serviço e coordenadores da unidade hospitalar.
“Isto é uma situação inédita na Região e no País, reveladora de falta de estratégia, falta de diálogo, e falta de bom senso por parte do Governo Regional do PSD e CDS, que fez da Saúde uma trincheira político-partidária, transformando este sector fundamental para a vida de todos os madeirenses e porto-santenses numa verdadeira guerra civil”
Miguel Iglesias, líder parlamentar socialista, diz que “onde deveria apenas caber decisões entre pares, respeitantes à atividade e gestão clínica, observamos a prepotência da coligação PSD-CDS e em particular do presidente Miguel Albuquerque, tratando os profissionais de saúde como assalariados políticos, e os cargos clínicos como nomeações partidárias. Uma situação inadmissível, injustificável, e que retira toda a legitimidade ao caminho seguido por este Governo Regional”
Iglesias defende, por isso, que “face ao sucedido, resta apenas uma opção ao Sr. Secretário Regional da Saúde, Dr. Pedro Ramos: demitir-se. Deixa efetivamente de ter quaisquer condições de exercer o cargo. Consideramos igualmente que não resta qualquer alternativa ao Dr. Mário Pereira, não devendo o mesmo tomar posse, a bem da estabilidade do SESARAM e do serviço público prestado a todas e todos os cidadãos”.
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