A professora universitária, investigadora da UMa e antiga eurodeputada madeirense no Parlamento Europeu Liliana Rodrigues, esteve hoje, Dia Mundial da Filosofia, na Escola Secundária de Francisco Franco, onde realizou uma conferência na qual abordou a relação entre Filosofia e Política nos dias de hoje.
Na qualidade de ex-membro da Comissão do Desenvolvimento Regional, da Comissão dos Direitos da Mulher e da Igualdade dos Géneros, da Comissão da Cultura e da Educação e, sobretudo, de membro da Subcomissão dos Direitos do Homem, a oradora explicou a uma plateia repleta de alunos do 10º e 12º ano (e alguns professores), a importância da educação filosófica – tendo a Filosofia uma dimensão prática, de acção – sobretudo no trabalho de prevenção do aumento de “islamofobias”, de “xenofobismos”, e da discriminação de género a que assistimos na actualidade, com particular destaque para a realidade europeia, refere uma nota da Escola à comunicação social.
“Nesta linha, foram apresentados, na visão da mesma, alguns desafios para a política Europeia, como sejam a questão da resolução do problema das migrações e as políticas de coesão da UE, essenciais para o Projecto Europeu nas próximas décadas. Na Política Europeia é e será fundamental uma reflexão com a sociedade civil europeia e com países terceiros, sobre crescimento económico, a redução da pobreza, o incremento do bem-estar entre os cidadãos, a justiça e coesão social e a harmonia que deve existir entre a sociedade, os governos e os mercados, sendo que tal só é possível mediante uma aposta na Educação e formação, alavancas políticas importantíssimas para a promoção da inclusão social, económica e cultural”, refere-se.
Só com a concretização dos objectivos da Educação da União Europeia, entre os quais o desenvolvimento do sentimento de pertença, de comunidade partilhada, de auxílio e responsabilidade para com os outros – a que se liga o iniciar os jovens nas diversas identidades religiosas e étnicas nacionais e regionais existentes na Europa – a diversidade da Europa, e das suas comunidades multiculturais, serão determinantes para o seu tecido social e constituirão um bem cultural fundamental, que é importante para assegurarmos a paz no velho continente face aos grandes desafios do mundo actual, refere um comunicado do Grupo de Filosofia da ESFF.
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