Albuquerque diz no congresso da APAVT que é preciso compreender as novas tendências turísticas

O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, esteve hoje na abertura do Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), que decorre no Savoy. Na ocasião, o governante mostrou toda a disponibilidade para colaborar com a organização. “Só há poucos anos é que o turismo começou a ser levado a sério em Portugal, do ponto de vista político”, afirmou, “e só há menos de um decénio é que o turismo começou a ter um peso político correspondente ao seu efeito multiplicador na economia, na criação de emprego e na dinâmica económica do país”.

Albuquerque desejou à secretária de Estado da tutela “as maiores felicidades no cumprimento das suas funções”. Considerando a APAVT uma organização de sucesso, o presidente da Madeira considerou-a paradigmática no que diz respeito ao associativismo no sector em Portugal e agradeceu o empenho pessoal do presidente da APAVT na dinamização da Madeira no âmbito do mercado interno.

Dirigindo-se aos congressistas, procurou transmitir a imagem de “uma Madeira moderna, uma Madeira em desenvolvimento”, que assenta no “crescimento económico” (aqui voltou a repetir o chavão do crescimento económico contínuo há 74 meses) e na redução da carga fiscal para as empresas, para “manter a dinâmica económica”.

O turismo, declarou, é uma indústria que exige profissionais altamente qualificados. O que a Madeira está a tentar fazer, e quer articular com a Secretaria de Estado do Turismo, é não só reforçar a produção dos mercados tradicionais, mas tentar diversificá-los, com os Estados Unidos e com as Canárias.

“Simultaneamente, é muito importante para nós garantir uma melhor acessibilidade para o turismo interno, nacional”, referiu, incentivando à “dinamização do mercado interno”.

“É isso que a Espanha, e as Canárias, estão a fazer, e é isso que nós também temos de fazer”, disse. “Temos de garantir que os nossos concidadãos passam férias” em zonas diversificadas do país, declarou, na Madeira inclusive.

“A estratégia turística relativamente ao produto tem de ser vocacionada, cada vez mais, para as novas tendências”, defendeu. “As novas gerações têm novos gostos, novas pretensões de lazer e de recreio, e temos de saber aproveitar e percepcionar quais são essas novas tendências”, defendeu. Actividades desportivas ligadas à natureza, desde o canyoning ao parapente ou às bicicletas de montanha ou aos trails devem ser monitorizadas para que não haja sobrecargas excessivas, apesar de serem “totalmente compatíveis com o nosso património natural”. Por outro lado, o mar tem enormes potencialidades turísticas, com actividades desde o avistamento de cetáceos ao mergulho ou a outras actividades de lazer e recreio.

“O que temos é também de compreender quais são as novas tendências turísticas e a propensão das novas gerações para um turismo mais activo, ao mesmo tempo que mais ligado à natureza e ao património edificado. Temos que promover essa oferta no nosso país”, disse.