CDS aposta numa “verdadeira Regionalização do Ensino” e quer apoios 21-27 canalizados para investimento privado e criação de emprego

BARRETO NEGOCIAÇÃO
Programa de Rui Barreto aposta: “Os docentes com 60 ou mais anos de idade e 25 de serviço ficam isentos de componente letiva se assim o requererem. Os professores com 3 anos de contrato completos e consecutivos, ficam vinculados”.

Numa altura em que se prepara nova reunião entre PSD e CDS para a constituição do próximo Governo Regional, saído de uma coligação em virtude de Miguel Albuquerque não ter conseguido manter a maioria absoluta social democrata, torna-se relevante saber o que pensam os centristas também em matéria de Ensino e Economia, fazendo alusão ao que ficou estabelecido no programa de governo 2019-2023.

“Proceder a uma verdadeira Regionalização do Ensino, com modelo educativo próprio, sem prejuízo da mobilidade de estudantes e professores para os espaços nacional e europeu. Centrar o Sistema Educativo nos alunos, articulando as vocações dos jovens com a oferta de cursos e as necessidades do mercado de trabalho, premiando o esforço e mérito dos estudantes”. É isto que está escrito no documento orientador das linhas programáticas do CDS-PP Madeira sob liderança de Rui Barreto, elaborado por José Manuel Rodrigues.

Neste domínio da Educação, o partido aponta para a necessidade de valorizar a ação dos professores, na escola e na comunidade. “Os docentes com 60 ou mais anos de idade e 25 de serviço ficam isentos de componente letiva se assim o requererem. Os professores com 3 anos de contrato completos e consecutivos, ficam vinculados”, é o que pensa o CDS.

Uma maior autonomia das escolas, um plano de combate ao abandono escolar precoce, maior aposta nos cursos tecnológicos e profissionais para “saber fazer” e instalação de residências universitárias nas principais cidades portuguesas para os estudantes universitários insulares, são propostas que constam deste programa de governo que o CDS colocou a consulta popular, indicando também a criação da Direção Regional de Educação Especial

Relativamente à Economia, depois de já termos dado conta de capítulos que têm a ver com os transportes, mobilidade e Saúde, é de referir que Rui Barreto defende que os apoios europeus, no horizonte 21-27 “devem ser canalizados, sobretudo, para o investimento privado, os setores produtivos e criação de emprego, além de considerar determinante a existência de “um regime fiscal mais atrativo para o Centro Internacional de Negócios e competitivo com outras praças internacionais”.

A criação de uma escola de Pescas e a prioridade à compra de produtos regionais nas aquisições do Governo, Câmaras, Hospitais, Lares e Escolas, são dois dos aspetos plasmados no documento do CDS, onde propõe ainda o apoio às exportações, designadamente através do pagamento de 100% do frete aéreo ou marítimo até ao destino de compra.

O CDS aponta “baterias” para a modernização e revilatização do comércio urbano, para a criação de um Parque de Ciência e Tecnologia, fixando talentos e atraindo empresas de vanguarda. Reestruturação do INVEST Madeira, valorização da economia social e conseguir taxas de crescimento e produtividade que permitam aumentos de salários, são outros dos objetivos.


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