
José Rosado é uma figura pública na vida do Porto Santo. Foi delegado do Governo Regional na ilha, durante alguns anos, social democrata, mas muito crítico relativamente à vida política e à ação do PSD naquela região, sobretudo depois do resultado destas eleições regionais de domingo, onde o PS venceu quando nas últimas autárquicas o PSD tinha ganho a Câmara.
Rosado, na sua página da rede social Facebook, diz que “só ficámos surpreendidos com a descida do CDS de 7 para 3 deputados e a festa que fizeram no final da contagem (e esta, hem !?). Surpresa também a diferença de votos entre o PS e o PSD na ilha de Porto Santo. A diferença de votos corresponde a 15% ou seja 458 votos. Uma vitória adivinhada por quem está habituado às conversas e outros «sinais» que só quem andou e/ou anda nisto alguns anos se apercebe”.
Considera que “a derrota do PSD começou a criar forma há mais de dois anos, passou por 1 voto para as europeias e começou a cair na vertical em Agosto deste ano. Notórios deslizes na administração local e posições dos responsáveis regionais para as quais deviam ter sido bem assessorados, foram sendo gradual e erradamente alimentadas até ao conhecido resultado”.
Escreve que “ganhou a democracia (vontade popular) e o Porto Santo tem (de novo) dois deputados da Madeira, naturais e residentes na ilha de Porto Santo, porque os dois maiores partidos (PSD e PS) nos fizeram o favor de colocar os jovens Bernardo e Miguel respectivamente em 15º e 17º lugares, ou seja, em lugar elegível e assim aconteceu…Parabéns aos eleitos”.
E faz um alerta: “Daqui a 15 dias, passadas as eleições para a Assembleia da República, é quase certo que significativas alterações na vida política local serão notadas sob pena de ficar tudo cada vez mais na mesma. E depois não digam que ninguém avisou ou….pior ainda”.
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