
POR EDGAR SILVA
“Esta Campanha Eleitoral fica marcada por uma tentativa de fraude política, numa falsificação sobre as Eleições Regionais. Há toda uma descarada campanha, assente na mentira sobre a natureza das eleições e os seus objectivos, como se as eleições fossem para eleger o Presidente do Governo Regional. Através da Comunicação Social, quer o PSD/Miguel Albuquerque, quer o PS/Paulo Cafôfo, apresentam-se ou são apresentados como “candidatos à Quinta Vigia” e levados ao colo com a propaganda das medidas para “o programa de governo”.
Importa combater tal mentira, e esclarecer que o que está em causa na Eleições Legislativas Regionais é sim a eleição de deputados.
E há um equívoco que completa o quadro da fraude política: a confusão entre alternância e mudança. Na alternância apenas são substituídas umas pessoas por outras, sem que se altere a natureza dos projectos políticos.
A questão mais delicada que se coloca é a de esclarecer que a questão central para o futuro desta Região Autónoma não radica na substituição de uns por outros no comando da política de direita. O que se torna crucial é a efectiva concretização de uma política verdadeiramente alternativa.
As eleições não são para se saber quem ganha ou fica à frente. São para eleger deputados. E uma coisa é certa: com mais deputados eleitos pela CDU é a Região e que ganham. Se a CDU tivesse mais força quem ganha é a Região, os trabalhadores e o povo.
É preciso não deixar esquecer o que se passou na Região há quatro anos. Por meia dúzia de votos a CDU não elegeu o terceiro deputado, deputado esse que teria feito o PSD perder a maioria absoluta, que teria de facto derrotado o PSD. Que fique de aviso e de lição para que no dia 22 de Setembro à noite não se ouçam, de novo, lamentos de alguns por não terem dado à CDU a força que ela merece e que cada um precisava para ver melhor defendidos os seus direitos.”
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