O PDR Madeira desenvolveu uma ação de pré campanha onde critica o facto de haver ainda “muitos agricultores ou pequenos empresários que não conseguem dinamizar os seus projetos por não terem verba para avançar”. O Partido Democrático Republicano entende que “deviam ser criados mecanismos de financiamento mais eficazes”.
“Nem toda a gente tem os 10 ou 20% que é preciso adiantar para que os projetos vão para o terreno e é também por isso que há um certo negócio na aprovação das candidaturas aos fundos comunitários. Não é uma coisa que esteja acessível para todos ao contrário do que diz a Secretaria da Agricultura”.
Filipe Rebelo sublinha que a Madeira tem grande potencial para a agricultura, até mesmo para o cultivo de produtos que estamos neste momento a importar do estrangeiro. “Trata-se de repensar aquilo que estamos a fazer e também é preciso assegurar o escoamento de todas as produções, como é o caso da banana e da cana de açúcar”.

Por outro lado, quando se fala do crescimento económico no sector agrícola, é preciso ver que o pequeno agricultor não tira o rendimento devido. “Entre produtores, fornecedores, intermediários, há muito dinheiro a circular, mas para o verdadeiro trabalhador sobra muito pouco”. E sem os devidos incentivos, “é natural que muitos terrenos estejam abandonados”, alerta o PDR, lembrando que até em termos turísticos é do interesse do Governo Regional manter os poios cultivados.
O cabeça de lista do PDR também deixa alguns reparos à fiscalização que é feita no terreno, por entender que os dinheiros comunitários não estão todos a ser aplicados devidamente.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.





