Rui Barreto elogiou o “espírito” dos venezuelanos regressados à Madeira e criticou socialismo e comunismo

O dirigente centrista Rui Barreto elogiou no sábado o “espírito” da comunidade luso-venezuelana residente na Madeira, a “vontade” e os “projectos” que têm para com os madeirenses construírem “uma Madeira mais justa para todos” e referiu “as preocupações comuns”, como a que motivou a viagem de catamarã pela costa para chamar a atenção para os problemas do clima, do mar e do ambiente.
“Estou aqui a convite da comunidade luso-venezuelana para um passeio pelo mar, com mais de 200 pessoas, e para partilharmos preocupações que são comuns em qualquer que seja a geografia, nomeadamente a economia do mar, a preservação da biodiversidade marinha e também numa acção de pedagogia”, começou por referir Rui Barreto, momentos antes de o catamarã deixar o Funchal, com lotação esgotada. “O CDS valoriza muito a comunidade madeirense onde quer que ela esteja. Temos tantos madeirenses e mais madeirenses fora da Madeira do que aqueles que residem cá”, refere uma nota de imprensa do partido.
Barreto centrou atenções na Venezuela, porque estava no meio de quem conhece bem a realidade daquela que é segunda pátria de muitos madeirenses que agora fazem um regresso forçado à Região devido à crise económica e social. “Um país liderado por comunistas e socialistas”, acusou o centrista. “Eles sabem bem o que é sofrer as agruras de quem usa o estado para destruir direitos, liberdades e garantias, destruir o sector produtivo e os mais elementares valores da humanidade. E por isso regressaram à sua terra, são nossos irmãos de pleno direito.”
Ana Cristina Monteiro, vereadora do CDS e candidata na lista do partido à Assembleia Legislativa da Madeira, no terceiro lugar, a “candidata mais bem posicionada de todos os partidos”, sublinhou Rui Barreto, integrou o grupo que organizou a viagem de catamarã. Motivo para o líder do partido recordar que o CDS “tem feito um trabalho muito profundo” para ajudar “a integrar com justiça esta comunidade porque é importante para o desenvolvimento da Madeira”.
O dirigente partidário diz que o seu partido “sempre valorizou as comunidades”, entende que com elas “a Madeira poderá crescer e desenvolver-se” porque há emigrantes com projectos pensados. “Temos apenas de criar os mecanismos para que possam desenvolver a sua actividade, se possam integrar nas escolas, no meio empresarial e nas suas profissões e connosco ajudar a fazer uma Região e um país que serão tanto maiores quanto soubermos interligarmo-nos”, concluiu.