CDS insiste numa terceira companhia aérea para combater quebras no turismo

José Manuel Rodrigues terceira companhiaO Governo Regional tem de empenhar-se para conseguir uma terceira companhia aérea na rota continente-Madeira, deve negociar um aumento das frequências com as companhias já existentes e tentar atrair novas rotas para a Região. Só com este conjunto de ações conjugadas será possível reverter a queda no setor do turismo regional, avisou esta segunda-feira o deputado e presidente do Conselho Económico de Social do CDS, José Manuel Rodrigues, na sequência de posição idêntica já tomada no último debate mensal desta Legsilatura.

“Só para termos uma ideia do défice existente entre o número de camas e os lugares disponíveis nos aviões, basta dizer que até ao final do ano vamos ter mais 1.500 camas e há vários empreendimentos em construção”, referiu José Manuel Rodrigues. “Temos que arranjar maneira de cobrir este défice com um aumento do número de lugares nos aviões. É necessário tomar medidas porque neste momento na Madeira há mais oferta do que procura.”

A queda está em todos os indicadores mais importantes, tendo por referência o mês de abril de 2018 e o mesmo mês de 2019. Menos 4,6% de turistas alemães, menos 6,7% de britânicos, menos 8,7% de franceses. Os proveitos globais caíram 6,5% e o preço médio por quarto baixou 8,6%. Há menos 1,7% de hóspedes e a ocupação média desceu 5,1%, ficando nos 57,8%.

Com estes resultados, o deputado e dirigente do CDS chama à atenção do executivo: “O Governo Regional não pode continuar passivo, impávido e sereno perante estes números preocupantes”, diz. “É preciso um Governo activo que, para além da promoção, possa captar novas companhias áreas para ligar o Funchal a Lisboa e daqui a outros destinos europeus.”


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