José António Castro diz que o Porto Santo “precisa de mais coragem e menos vassalagem” e a hora é de dizer “basta”

José António castro

O vereador do movimento Mais Porto Santo disse hoje, durante a intervenção na sessão solene comemorativa do Dia do Concelho, que “muito foi conseguido, apesar dos constrangimentos financeiros, mas não chega! O Porto Santo e os porto-santenses precisam de muito mais. De mais audácia, mais astúcia, mais coragem, mais persistência, mais discernimento, mais critério, mais respeito, mais competência e mais independência. E menos diplomacia, menos subserviência, menos sujeição, menos cerimónia, menos submissão, menos vassalagem.”

Para José António Castro a ilha precisa de “reivindicar e exigir direitos, também por sermos uma parte extremamente importante de Portugal. Para quem já não se lembra, a área marítima sob jurisdição nacional é 18 vezes maior do que território terreste e corresponde a mais de metade do conjunto de toda a área das zonas económicas exclusivas dos Estados membros da União Europeia. Por causa das Ilhas, dos dois arquipélagos, dos seus corajosos, audazes e persistentes habitantes”

Por tudo isto, refere, “a nossa Ilha tem de ser definitivamente reconhecida como um tesouro da Europa, em primeiro lugar pelo Governo da República, que continua a considerar o Porto Santo apenas como uma colónia portuguesa, com a prepotência e arrogância de sempre, e um irresponsável sentido de Estado que decorre de um mau exercício de governação, que nem considera o princípio da continuidade territorial, ao contrário daquilo que fazem os nossos vizinhos espanhóis, que valorizam, incentivam e apoiam as ilhas e as autonomias”.

Castro critica o PS e diz que “com o conluio do Partido Socialista da Madeira, sempre em silêncio em relação às questões de fundo do Porto Santo e porto-santenses, o Governo da República continua a transferir anualmente do Orçamento de Estado somente cerca de 1,7 milhões de euros, enquanto, por exemplo, ao Porto Moniz oferece 4 milhões de euros, município que tem quase metade da nossa população. Bem sabemos que o Porto Moniz é governado pelo presidente do Partido Socialista da Madeira, que o município tem uma área geográfica maior que o Porto Santo, mas estas claras injustiças têm de ter fim”.

Castro considera que “hoje, mais do que nunca, num ano de importantes eleições, é hora de dizermos basta e chega a este tipo de injustiças” e alerta para a necessidade de “garantir o respeito que merecemos, de sermos tratados com a dignidade e igualdade perante todos os nossos concidadãos, sem continuarmos agachados, nem sermos submissos ou reféns de atentados políticos”. E avisa: “Quem não tiver na disposição de travar esta dura luta que se demita”.

Nesta intervenção, o líder do Mais Porto Santo apontou ao futuro para elencar um conjunto de ideias que vai tentar colocar para debate, designadamente, entre outras a implementação da Taxa de Dormida, de modo a garantir receitas importantes que deverão ser canalizadas para o apoio à ação social; Elaboração de um plano municipal anual para o turismo, cultura, natureza, eventos e desporto; A luta pela devolução total da receita de 5% que a Câmara Municipal arrecada com o IRS à população; O fomento e melhoria nos incentivos a Natalidade; A negociação com a Câmara Municipal do Funchal de um espaço no Mercado dos Lavradores para a venda, promoção e comercialização de produtos e da marca Porto Santo; A defesa da isenção das taxas aeroportuárias entre a Madeira e o Porto Santo; A luta pela reposição do transporte de passageiros no mês de Janeiro; A potencialização do investimento privado na área da saúde no Porto Santo; A reivindicação de mais valências médicas e melhores condições no Centro de Saúde; Encetar contactos com a FPAK e a AMAK para o regresso do Rali do Porto Santo, que é muito importante para a dinamização da nossa economia.

 


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