O projecto de reflorestação do Montado do Louro, na Ribeira das Cales, que faz partilha com o Parque Ecológico do Funchal, foi co-financiado pelos fundos comunitários em cerca de 90% do custo total. Um motivo para que a candidata do CDS Madeira ao Parlamento Europeu fosse visitar este projeto, privado, em dia de campanha eleitoral.
Margarida Pocinho acentuou a importância da União Europeia no desenvolvimento económico e social da Região. “Este projecto inclui a prevenção de incêndios, com uma comparticipação de 100%, e a reflorestação é de 90%”, indicou Margarida Pocinho. “Sabemos o que aconteceu com os incêndios e o quanto é essencial a protecção porque a nossa cidade está ali ao lado. Por outro lado, estas espécies endémicas têm características que se pegam mais à terra e por isso o perigo de as enxurradas poderem levar as árvores e outro material sólido pela encosta abaixo é muito menos, é, portanto, um segundo nível de segurança para a cidade”, referiu.

Margarida Pocinho acredita que sem os fundos comunitários “seria muito difícil” desenvolver projectos com a dimensão do Montado do Louro. “O co-financiamento é essencial porque não é rentável, e por isso louvo os privados que investem nesta área, porque se o retorno financeiro é diminuto, já o retorno é grande em termos de património da natureza e equilíbrio ecológico, mas também em termos de futuros projectos que podem nascer aqui dentro, como a agroflorestação, misturando a produção de alguns animais com este paraíso ecológico”.
“Este projecto pode ser um exemplo para o futuro”, disse Margarida Pocinho, a pensar na juventude. “São os jovens que têm de agarrar estes projectos e aproveitar estes fundos”, incentivou. “Retirar daqui mais valias para o turismo. Não podemos deixar morrer esta paisagem, mas também podem desenvolver outras áreas, como o agroturismo e a agropecuária”.
Para que mais projectos sejam aprovados pela União Europeia, Margarida Pocinho avisa que é preciso “a intervenção urgente” do Governo Regional no cadastro rústico e florestal.
Nesta quinta -feira, Margarida Pocinho foi conhecer as dificuldades da Aldeia da Paz e terminou o dia em Machico, em contactos com as populações.
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