
O Jardim do Garajau será implantado no terreno onde funcionou, durante vários anos, uma pedreira. Albuquerque estará presente na apresentação pública de todos os pormenores da zona verde e de lazer, amanhã, sábado, pelas 11 horas.
O Governo vai construir um novo jardim no Garajau, na área onde durante muitos anos funcionou uma pedreira, entretanto desativada. O futuro espaço de lazer e fruição da população, com cerca de 7.500 metros quadrados, incluirá cafetaria, pista para bicicletas, skate e patins, uma extensa área verde e uma outra de monumento geológico, para além de um parque infantil e um anfiteatro ao ar livre, com vista mar.
O projeto é uma parceria entre as secretarias regionais dos Equipamentos e Infraestruturas e do Ambiente e Recursos Naturais (que idealizou o projeto ao nível dos espaços verdes) “e vem responder a uma aposta do executivo madeirense na criação de novos espaços verdes e de lazer”, como refere uma nota da Quinta Vigia.
A mesma nota lembra que “o novo jardim é, aliás uma aposta do próprio presidente do Governo Regional”. Miguel Albuquerque considera “importante a reconversão daquele género de espaços e entendeu ser fundamental aproveitar um espaço abandonado, que empobrecia aquele sítio da freguesia do Caniço, numa estrutura dinâmica, cheia de vida, que irá promover toda aquela zona”.
Este investimento, orçado em 500 mil euros e que tem um prazo de execução de cinco meses, devendo ser iniciado ainda este ano, permitirá disponibilizar à população um espaço lúdico, de socialização e exercício físico. Os antecedentes da exploração de areão deram o mote para o tema escolhido para o jardim: a Paisagem Pós-industrial.
A nota da presidência avança com pormenores referindo que se mantém esta “a parede de escavação, transformada em monumento geológico e passa esta a ser visitável através de uma passagem aérea desnivelada, a meia altura, que a acompanha em grande parte da sua extensão e permite uma visão aérea do jardim e uma panorâmica extra sobre os arredores e a linha de costa”.
No centro do jardim será implementada uma cafeteria com esplanada em deck, lado a lado com um amplo relvado e um espaço de recreio para as gerações mais novas, com equipamentos que apelam à motricidade, ao equilíbrio, à destreza física e à coordenação motora.
A partir do café, existirá uma rampa sem condicionantes de acessibilidade, que permite aceder ao topo superior do jardim, onde se encontrará um circuito para bicicletas, bem como para skate e patins. A encosta imediatamente abaixo será ocupada por diversos escorregas, com diversos desníveis.
Ainda nesta vertente oeste, o declive da encosta será aproveitado para ali se instalar um anfiteatro com bancos de betão e onde se poderão organizar pequenos eventos.
A nível da vegetação, espécies mais exigentes alternam com outras de menores necessidades hídricas. Desta forma, arvores subtropicais de floração impactante, como as coralinas, os himenosporos e as cássias-do-nordeste, aliam-se aos exemplares de copa frondosa, como a rústica canforeira, tendo-se igualmente apostado em espécies de formato escultural, caso das patas-de-elefante, das cordilines-da-austrália, dos dragoeiros ou dos pandanos. Nas zonas de estadia dar-se-á preferência a espécies de folha caduca que permitam a passagem dos raios solares no inverno.
Refira-se ainda que o Jardim disporá de duas portas de entrada, por forma a encerrar durante o período noturno e assim prevenir atos de vandalismo. Terá também sanitários públicos e arrecadações para jardinagem.
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