Sara Madruga denuncia diferença de tratamento entre funcionários da RDP na Madeira e da RDP no continente

A deputada social democrata madeirense na Assembleia da República, Sara Madruga da Costa, colocou um conjunto de questões ao conselho de administração da RTP sobre o desinvestimento do Governo da República em relação ao serviço público de rádio na Madeira, no âmbito de uma audição, que teve lugar nesta terça-feira, no parlamento nacional, a pedido do PSD.

A deputada lembrou a importância das comunicações e do serviço público de rádio numa Região insular como a Madeira, onde “a descontinuidade territorial e os custos da insularidade deveriam exigir uma especial atenção da parte do conselho de administração da RTP e do Governo da República em relação ao centro regional da RTP-Madeira”.
Sara Madruga da Costa denunciou a situação dramática que a RDP-Madeira vive ao nível dos recursos humanos: “O quadro de recursos humanos na rádio pública da Madeira é mínimo, o serviço conta com pouco mais de nove jornalistas para uma emissão de 24h todos os dias da semana e há setores e categorias com apenas um trabalhador. O dia a dia é colmatado graças ao empenho e à dedicação dos profissionais, mas, infelizmente, em situações excecionais e em casos de catástrofes ou acidentes é bastante complicado fazer cumprir as obrigações de serviço público da rádio, dada a escassez de recursos humanos existente.”
A deputada social-democrata denunciou também o diferente tratamento dos trabalhadores da rádio da Madeira, comparativamente aos restantes trabalhadores da RDP no continente. “Os trabalhadores da rádio pública na Madeira estão em níveis mais baixos nas categorias laborais dos que os congéneres do continente e com o pior nível salarial”, disse.
Sara Madruga da Costa exigiu, assim, ao conselho de administração que explique quando tenciona efetuar o necessário e devido reforço de trabalhadores na rádio madeirense e a respetiva harmonização salarial destes trabalhadores com os dos restantes centros.
O conselho de administração não respondeu a estas questões limitando-se a referir que os números dos trabalhadores não estavam corretos. “São 10 jornalistas”, segundo a administradora Ana Dias.
Gonçalo Reis concordou que “ainda há muito a fazer na digitalização e no arquivo” da RTP-Madeira e que a este respeito a “Madeira não está ao nível do continente”.