Comissão de inquérito “abre a porta” a Rafael Macedo para “fazer chegar algum elemento suplementar de prova”

A presidente da comissão de inquérito deixa a “porta aberta” a Rafael Macedo para, se assim entender, enviar até ao dia 16 de abril, elementos suplementares de prova que ajudem a sustentar as suas declarações.

A presidente da comissão parlamentar de inquérito ao funcionamento da unidade de Medicina Nuclear do SESARAM, Fernanda Cardoso, enviou hoje a Rafael Macedo uma carta dando conta do final das audições em sede do Parlamento e agradecendo a disponibilidade do médico em ter comparecido na Assembleia e respondido aos deputados, dirigindo-se ao clínico como “coordenador da unidade de Medicina Nuclear”.

O mesmo documento, que o médico colocou na sua página pessoal do Facebook, refere, também, que “tendo a comissão de inquérito entrado em fase de preparação do relatóriofinal, comunico que, caso assim o entenda, poderá fazer chegar à Assembleia Legislativa, até ao dia 16/04/2019, algum elemento suplementar de prova que ajuize de pertinente para o bom esclarecimento dos factos ou de suporte às declarações por si proferidas”.

A comissão de inquérito concluiu hoje as audições com a presença do Bastonário da Ordem dos Médicos e com o secretário regional da Saúde, sendo que ambos criticaram as declarações de Rafael Macedo, primeiro na reportagem da TVI e depois no parlamento, com Miguel Guimarães a avançar que o médico tem três processos na Ordem, de entidades diferentes, que poderão resultar numa sanção que pode ir da advertência à expulsão, se for considerado a classificação mais grave.

Também hoje, Rafael Macedo, que se encontra suspenso de funções no SESARAM enquanto decorre o processo disciplinar, reuniu com o Bastonário na sede do conselho médico da Região, onde se encontrava um grupo de apoiantes.


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