Futuro melhor passa por um trabalho em rede, defendeu a ministra da Cultura

O congresso Lugares Pioneiros terminou com a presença da ministra da Cultura.
Paulo Cafôfo diz ser importante questionar sobre “qual o nosso lugar no futuro”
Ricardo Franco releva o papel de Machico na História.

A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, esteve presente no encerramento do Congresso Internacional Lugares Pioneiros e destacou o papel da cultura como sendo de extraordinária importância para ligar pessoas, territórios e comunidades. “Nas nossas diferenças, temos mais semelhanças do que se possa imaginar. Cada vez mais penso que há um papel preponderante para a educação e para a cultura” e que “é fundamental trabalharmos em rede, no sentido de contruirmos um futuro melhor”.

Chegou, assim, ao fim, o Congresso Internacional Lugares Pioneiros Machico-Funchal: as primeiras Aldeias Globais, numa organização que juntou os municípios do Funchal e de Machico, estabelecendo uma ponte pioneira entre saberes, políticas e formas de estar heterogéneas e multiculturais, assentes na construções de “novos lugares”. “Toda a mudança de lugar exige coragem, comporta riscos, mas também é uma oportunidade de inovação”, referiu Luísa Paolinelli, Presidente da Comissão organizadora do Congresso, no seu discurso de encerramento,

O reitor da Universidade da Madeira, Professor Doutor José Carmo, por seu turno, referiu que a UMa tem procurado ter um papel ativo na compreensão do processo de globalização e de conhecimento associado.

No entender de Ricardo Franco, Presidente da Câmara Municipal de Machico, a celebração dos 600 anos tem especial importância para Machico enquanto cidade pioneira, sublinhando que depois do século XV, o mundo não voltaria a ser o mesmo.

“Somos o resultado de uma história, mas é necessário olhar o futuro e questionar qual o nosso lugar nesse futuro”, referiu Paulo Cafôfo, Presidente da Câmara do Funchal, afirmando que “é necessário continuar a nossa história”, por via da educação, que segundo o autarca, representa “não um fim, mas um processo”. “É urgente “um olhar reformista, olhar a história e perguntar ‘o que podemos fazer de diferente?’, ir ao pioneirismo e projetar o futuro, e isso implica atender à localização estratégica junto ao mar”.

 


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