Idalino na BTL pede para virem ao Porto Santo mas fala nas “anormais taxas aeroportuárias” e nos “preços insuportáveis” da ligação aérea

Idalino “chama” turismo nacional ao Porto Santo mas quer taxas aeroportuárias e viagens mais baratas. Está satisfeito com o aumento do número de voos.

O presidente da Câmara Municipal do Porto Santo, Idalino Vasconcelos, esteve na Bolsa de Turismo de Lisboa, no primeiro dia, ao lado do presidente do Governo Regional e da secretária regional do Turismo. Visitou o stand da Região e aproveitou para juntar ao mote da comunicação “este é o ano para ir à Madeira”, um outro que é, também, o ano para conhecer a “Ilha Dourada”, que é, como se sabe, o Porto Santo, de olhos postos no turismo nacional. E para isso, nada melhor do que a BTL como meio de promoção. Só que há custos que esbarram nessa mensagem.

Idalino Vasconcelos, por um lado, reforça a importância do turismo na atividade económica porto-santense, no entanto, alerta ainda para as questões que o incomodam, na qualidade de edil, são nomeadamente as anormais taxas aeroportuárias, nos aeroportos da Região e aos preços insuportáveis na ligação Lisboa – Porto Santo, que muitas vezes escaldam e ultrapassam o limite de 400 euros.

Apesar disso, o autarca está satisfeito com o número de ligações, para o período que se avizinha e refere que entre 1 de junho e 30 setembro passa a haver 8 voos semanais na rota LIS-PXO-LIS, o que representa um acréscimo de 3 voos face ao que vinha sendo habitual, incluindo 2 voos às sextas-feiras e aos domingos. Destaca ainda outros 2 voos TAP adicionais, nesse período, às segundas-feiras, mas em operação charter, em A321, um LIS-PXO-LIS e outro oriundo do Porto, como também já vendo sendo habitual, pelo que, no total, teremos uma operação total de 10 voos semanais para a ilha do Porto Santo.

Valorizou a referência aos 600 anos do Descobrimento do Porto Santo e da Madeira, a chegada dos primeiros portugueses, destacando a nossa secular tradição ligada ao turismo e na arte de bem receber. Esta Bolsa de Turismo é por isso importante, no nosso mercado interno, para tentar reconquistar a preferência dos portugueses.

Por último, o presidente de câmara aproveitou para efetuar contactos ao mais alto nível, no sentido de sensibilizar para as questões que nos assolam, nomeadamente, nos transportes aéreos, fundamentais, para reforçar o destino Porto Santo e a nossa frágil economia que sofre constantemente de dupla insularidade e ultra-periferia e ainda para apelar ao Governo Regional da Madeira e à Associação de Promoção da Madeira para  investir fortemente promoção do nosso destino.