Marcelo quer resolver dívidas do Estado angolano a empresas portuguesas, AFAVIAS de Avelino Farinha é uma delas

O presidente angolano visitou Portugal em novembro. Agora, Marcelo retribui.

O Presidente da República está de visita a Angola num contexto em que as relações entre os dois países começam a ser retomadas com a normalização desejada depois de terem ficado tensas com o processo que envolveu, em Portugal, o vice presidente angolano Manuel Vicente, por suspeitas de corrupção. O presidente de Angola já disse que isso faz parte do passado e que as relações caminham para o “pico”.

Marcelo Rebelo de Sousa chegou a território angolano, viu o desfile carnavalesco antes de ir para o aniversário do presidente de Angola João Lourenço. Mas mais a sério, esta visita de Marcelo tem, também, um propósito deveras relevante, resolver a credenciação e o pagamento das dívidas do Estado angolano a empresas portuguesas, entre elas a AFAVIAS, empresa do madeirense Avelino Farinha, que vem ganhando protagonismo nos últimos anos com investimentos de vulto, não só na Região, com o Savoy a assumir destaque imediato e mais recente, mas também em termos internacionais, designadamente em Angola.

Segundo o Expresso online, os créditos globais estão avaliados em 265 milhões de euros, dos quais 144 milhões estarão já pagos, correspondendo a 55% da dívida certificada, apontando que entre os principais beneficiários estão empresas como MCS, Somague, Telhabel, Afavias, Tecnovias, Teixeira Duarte e Powwergol, indicando que “o objetivo é pagar as dívidas até junho”.

A este propósito, segundo ainda o mesmo jornal, Marcelo disse que este processo relacionado com as dívidas “é imparável e vai ganhando velocidade”, mas também alertou que “o mundo não se compadece com lentidão.

Recorde-se que a AFAVIAS é uma empresa “com interesses em diversas áreas de negócio, preservando, no entanto, como sua atividade principal a construção civil e as obras públicas”, como é apresentada no seu site, referindo que “no contexto internacional, o continente africano continua a ser a área geográfica que concentra os maiores interesses do Grupo AFA. Foi neste Continente que, em 2007, na Mauritânia e Senegal, o Grupo AFA iniciou a sua expansão internacional; e continua a ser neste continente que tem hoje o seu principal mercado, na Republica de Angola.”.

No mesmo site, a AFAVIAS assume-se, na Madeira, como “líder de mercado no sector da construção civil e obras públicas”, sublinhando que o grupo AFA está também presente em Portugal Continental e nos Açores, mantendo interesses em diversas áreas de negócio e procurando em todas ser uma referência de modernidade, consistência e confiança, que constituem as caraterísticas específicas da sua cultura e da sua forma de atuar nos mercados onde está presente”.

Avelino Farinha, o empresário que lidera o Grupo, aponta que este assenta  no “rigor técnico e financeiro, trabalho árduo e espírito de missão” Refere que “a internacionalização da nossa empresa é já um dado adquirido e uma necessidade cada vez mais premente”.

Em matéria de internacionalização, “o Grupo AFA procurou entrar no mercado angolano, inicialmente com a adjudicação de obras de estradas”, sublinhando que “a implantação do grupo em Angola materializou-se com a constituição de uma sucursal da AFAVIAS e com a implementação de uma estrutura capaz de fazer face às novas exigências a que se propôs, encontrando-se presentemente em fase de expansão, tendo já a sua presença consolidada em oito províncias. Neste momento, o Grupo AFA está em vias de alargar a sua presença internacional a mais dois mercados – Colômbia e Guiné Equatorial – tendo no primeiro país constituído a segunda sucursal da AFAVIAS, a 5 de agosto de 2016, enquanto no segundo país a constituição da sucursal se encontra numa fase final”, pode ler-se no site do grupo.

A visita de Marcelo a Angola termina a 9 de março e a presidência da República apresenta a deslocação do Presidente como tendo uma “forte componente político-diplomática, que visa consolidar a dinâmica, muito célere e positiva, de contactos bilaterais entre os dois Estados, que se traduziu na assinatura de vários instrumentos bilaterais, nas mais diversas áreas”, Neste contexto, lê-se no site de Belém, “o programa da visita será bastante diversificado, de modo a ilustrar a abrangência do relacionamento entre os dois países. As vertentes da educação, cultura, economia e agricultura farão parte da agenda, com o objetivo de aprofundar, em quantidade e qualidade, iniciativas concretas de cooperação”.

O Presidente da República visitará as províncias de Huíla e Benguela, para além de Luanda, pretendo manter contacto com a comunidade de portugueses que vive em cada uma delas, atendendo aos laços muito fortes existentes entre os dois povos.


Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.