Sindicato que representa Vigilantes da Natureza “não aceita” proposta de revisão da carreira

O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas emitiu um comunicado no qual refere ter sido confrontado, no passado dia 20 de Fevereiro, com uma notícia prestada pela Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais sobre a Carreira do Vigilante da Natureza. Assim, este sindicato, que diz representar 80 por cento dos Vigilantes da Natureza, passa informa não aceitar a proposta de revisão da Carreira do Corpo de Vigilantes da Natureza, apresentada pela SRARN. por estar
aquém da vontade dos trabalhadores principalmente em relação a valorização da carreira.

A proposta de revisão de carreira que a Secretaria apresenta, exige mais competências, mais responsabilidades, mais trabalho, mas mantêm os níveis remuneratórios da anterior carreira específica de Vigilante da Natureza. Uma carreira de 1993, que sofreu actualização em 2003 por força da revisão de carreira do continente em 1999, refere o Sindicato.

“Por outro lado,os suplementos remuneratórios que auferem, suplemento de risco, inerente à sua profissão e suplemento de penosidade por prestarem serviço nas Ilhas Selvagens e Desertas, que não é exclusividade do CVN, (todo e qualquer funcionário do IFCN, recebe o mesmo suplemento quando em serviço nas respectivas Ilhas) já na anterior carreira auferiam, tendo sido aumentado
5,00€ no suplemento de penosidade, que, e mais uma vez, não é exclusividade dos CVN e não sofre uma actualização à mais de dez anos, tal como o suplemento de risco. De facto, a penosidade é alargada aos trabalhos que implica técnicas de alpinismo, no entanto, lamentamos que outros trabalhos no âmbito do projecto Freira da Madeira, também altamente penoso, não tenham sido considerados”, diz este sindicato.

O mesmo afirma que as duas estruturas sindicais referenciadas não têm qualquer representatividade no CVN, dando um acordo sem qualquer consulta às pretensões dos trabalhadores. Quanto ao STFPSSRA, apresentou uma estrutura de carreira em três categorias, anulando os dois coordenadores e o coordenador geral. O Sindicato acrescenta que quanto aà idade de reforma, nada ainda está garantido. Comentando a posição governamental, acrescenta o Sindicato que quanto ao “ressalvando que o processo é dinâmico e estará sempre em aberto em sede de concertação social”, não se mostra disponível para renegociar a carreira da guarda florestal,
embora tenha vontade no futuro de o fazer com o Corpo de Vigilantes da Natureza.

Finalmente, lamenta a “forma fria e irredutível como o IFCN e a SRARN deram por terminadas todas as negociações com este sindicato, depois de várias cedências deste”.


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