

Foi perante uma plateia de 400 agentes de viagens franceses, reunidos na Região para a Convenção Anual, que o vice presidente do Governo Regional defendeu que “os apoios do Instituto de Turismo de Portugal para a Região devem ser atualizados”, lembrando que “os dois milhões de euros anuais já não são revistos há mais de três anos e que convinha que esse valor fosse revisto, até porque promover a Madeira é promover Portugal”.
Segundo os dados relativos a 2017, a França, segundo Pedro Calado, “foi o terceiro maior mercado emissor de turistas, próximo dos 120 mil, o que corresponderá a uma percentagem de 12,1% de turistas estrangeiros a visitar a Madeira e o Porto Santo, logo depois do Reino Unido e da Alemanha”.
Os dados preliminares de 2018, tal como afirmou, “vêm confirmar o crescimento deste mercado. De novembro de 2017 a novembro do ano passado, o número de dormidas de turistas franceses, registou um aumento na ordem dos 4,2%, o mesmo acontecendo com o número de hóspedes que se cifrou acima dos 162 mil turistas, o que reflete uma subida de 3,6% face aos números dos 12 meses anteriores.”
Os laços de Portugal com a França, segundo Pedro Calado, “são de longa data, não apenas no seio da União Europeia, onde os arquipélagos ultraperiféricos dos dois países estão representados e têm muitos interesses comuns, mas também através da nossa comunidade. A comunidade portuguesa em França é a mais numerosa das comunidades portuguesas na Europa e uma das principais comunidades estrangeiras estabelecidas nesse país, rondando um milhão de pessoas, dos quais, alguns milhares de madeirenses”. Por outro lado, segundo referiu, “a Madeira também tem acolhido alguns cidadãos franceses, estimando-se que haja aqui uma comunidade próxima das 250 pessoas”.
Ciente do esforço que é necessário fazer, o Governo Regional da Madeira, disse, “tem vindo a reforçar o investimento na promoção deste destino insular, concretamente, através do reforço das transferências para o orçamento da Associação de Promoção da Madeira, com mais um milhão de euros para este ano. Um esforço financeiro importante, numa altura em que a concorrência aumenta no mercado, particularmente, de destinos da Bacia do Mediterrâneo e do Norte de África”.
Este não é, no entanto, acrescentou o vice-presidente do Governo Regional, “um investimento extemporâneo. É uma aposta que está em sintonia com aquilo que definimos para o futuro e que temos vindo a consolidar de forma sustentada ao longo dos anos, como se pode verificar com as transferências do Governo Regional para a Associação de Promoção da Madeira a triplicarem em apenas três anos, passando de 1,8 milhões de euros, no início de 2015, para 6,4 milhões de euros, no final deste ano”.
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