A palavra de Albuquerque para reconhecer Guaidó presidente interino na Venezuela “vale zero”, denuncia Paulino Ascenção

“A Região não tem competência para se pronunciar sobre a legitimidade de governantes estrangeiros”, lembra Paulino Ascenção.

O líder do Bloco de Esquerda na Madeira considerou a declaração de Miguel Albuquerque que o Governo Regional irá reconhecer o presidente interino da Venezuela xcomo sendo “dirigida aos luso-venezuelanos residentes na Madeira, para captar a sua atenção”, apontando-a como “oportunista e eleitoralista, não tem outro alcance. A Região não tem competência para se pronunciar sobre a legitimidade de governantes estrangeiros, isso compete ao Governo central. A palavra de Miguel Albuquerque não tem qualquer efeito na Venezuela nem na comunidade madeirense ali residente e é em boa medida patética”.

O líder do Bloco refere que “a situação na Venezuela é dramática, fruto da governação corrupta de Maduro e que exibe o maior desprezo pelo bem estar da população. A evolução recente, com a proclamação de um Presidente interino pela Assembleia Nacional, cria a oportunidade para uma transição pacífica para a Democracia, com a convocação de eleições livres a breve prazo, esperemos que assim aconteça”.

Segundo Paulino Ascenção, alargando o seu caudal de críticas à governação partidária do PSD, “a palavra de Miguel Albuquerque tem pouco valor quer na Venezuela quer no seu próprio Governo e no PSD-M, já que Jardim foi re-instituído no último congresso como autoridade máxima do partido e como tutor do presidente do Governo. Estas declarações, que exorbitam as competências da Região, são a evidência do desnorte que decorre dessa humilhação sofrida por Albuquerque”.

 


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