“Cadernos de Campo” com segundo livro a ser lançado no Museu Etnográfico da Madeira

MUSEU ETNOGRÁFICOO Museu Etnográfico da Madeira apresenta amanhã, terça-feira, pelas 18.00 horas, o segundo livro da sua Coleção “Cadernos de Campo”, subordinado à arte de embutir na Região.

De acordo com uma nota enviada à comunicação social, a coleção nasceu em 2017 e visando a maior divulgação do “saber-fazer” e a maior valorização dos testemunhos que fazem parte do nosso património cultural imaterial – concretamente relacionados com as atividades artesanais tradicionais que fazem parte da nossa identidade e que devem, por isso mesmo, ser preservadas – baseia-se na recolha que foi sendo desenvolvida, ao longo dos últimos 20 anos, no âmbito da inventariação e contextualização das peças que integram o acervo do Museu”.

Possuindo a Madeira um denso arvoredo, desde o início da colonização que o povo recorreu a esta matéria-prima na construção de inúmeros artefactos utilitários, decorativos, lúdicos ou religiosos. Consequentemente, a manufatura de mesas, cofres, caixas e outros artefactos em madeira embutida foi uma das atividades que surgiu e que teve uma expansão e expressão significativa na ilha.

Não obstante as referências à arte de embutir nos séculos XVII e XVIII, o seu período áureo parece ter sido a segunda metade do século XIX e primeira metade do século XX, época em que foram concebidas peças notáveis, sendo de realçar as apresentadas em 1850, na “Exposição Industrial Madeirense” e os trabalhos concebidos na oficina de embutidos da Escola Industrial António Augusto de Aguiar.

«Através de uma investigação bibliográfica e de um levantamento de campo, estabeleceu-se um diálogo entre as obras de diferentes autores, concebidas em diferentes épocas, o que permitiu contar uma história que não se esgota nesta edição e à qual se pretende dar continuidade», conforme explica a Secretária Regional do Turismo e Cultura, Paula Cabaço, acrescentando que «este trabalho deve ser igualmente encarado como incentivo à preservação deste património, junto dos proprietários destas tão valiosas peças».