O coordenador regional do Bloco de Esquerda, Paulino Ascensão, abordou hoje a temática dos transportes rodoviários, para alertar para a necessidade de haver uma oferta de serviços públicos de transporte colectivo de passageiros mais eficaz e integrada, cobrindo toda a ilha da Madeira. Paulino Ascensão citou um novo regime jurídico, aprovado em 2015, e que faz caducar todas as licenças que estão actualmente em vigor, no final de 2019, dando assim ao Governo Regional da Madeira, como autoridade de transporte, a oportunidade de integrar todas as companhias numa única, para ter uma oferta mais eficaz às necessidades da população.
“Isto no fundo, é concluir um processo que se iniciou nos anos 80 com a criação da Transfunchal, que integrou uma série de companhias que existiam aqui. Depois, esse processo teve um novo desenvolvimento quando a Horários do Funchal integrou a companhia que serve o Curral das Freiras, a Camacha e Santana… houve três companhias que foram integradas. Sobram outras três nas mãos de privados”. Na perspectiva do BE, os serviços públicos de transporte existem para servir as pessoas, e não os lucros dos privados.
No entendimento dos bloquistas, há uma série de lacunas, identificadas no plano estratégico que o Governo Regional produziu há dois anos: falta de ligação das localidades aos centros do concelho, falta de ligação entre as diferentes sedes do concelho… havendo um único operador, gerido pelo governo, é possível dar uma resposta mais eficaz.
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