
Perto de 20,8 milhões de eleitores podem votar amanhã na Venezuela.
O país tem 32,3 milhões de habitantes e amanhã escolhe o presidente para governar até 2025.
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) passa por mais uma prova de fogo aos olhares dos observadores internacionais.
Sob o fantasma de eventual fraude eleitoral, com um país economicamente de rastos e uma oposição dividida, com uma abstenção que poderá ser elevada, o escrutínio poderá revelar-se um passeio dos alegres par o atual regime/oficialismo.
Organismos internacionais como o Alto Comissariado das Nacões Unidas para os Direitos Humanos, a União Europeia, a Organização dos Estados Americanos, o Grupo de Lima, e países como Argentina, Canadá, Chile, Colômbia e EUA já ameaçaram que não irão reconhecer os resultados eleitorais.
Já a Antigua e Barbuda, Bolívia, Cuba e Rússia expressaram o seu apoio à convocatória eleitoral.
Henri Falcón é a esperança da oposição para desalojar Nicolás Maduro do Palácio de Miraflores.
Mas o presidente da denominada “Revolução Bolivariana”, Nicolás Maduro, apoiado por funcionários públicos e beneficiários das suas políticas populistas, resiste.
As eleições presidenciais estavam inicialmente agendadas para 22 de abril mas foram adiadas para amanhã.
Henri Falcón, de 56 anos é um ex-militar dissidente do “chavismo”, hoje no partido “Avanço Progressista”.
Ainda se ensaiou uma grande coligação oposicionista denominada Mesa da Unidade Democrática (MUD) para disputar o escrutínio mas o “Primeiro Justiça” (centro-direita), “Ação Democrática” (centro), “Vontade Popular” (direita), “um novo Tempo” (centro) e “Avanço Progressita” (centro-esquerda) não se entenderam.
Avançou sozinho Henri Falcón.
Mas além de Nicolás Maduro (Partido Socialista Unido de Venezuela) e Henri Falcón (Avanço Progressista) também disputam a cadeira da Presidência outro dissidente do chavismo, Reinaldo Quijada (Unidade Política Popular) e o pastor evangélico Javier Bertucci (supostamente apoiado pelo Copei).
Refira-se que o venezuelanos não votam amanhã apenas para a presidência, votam também para eleger os membros da Assembleia Nacional e das Câmaras estaduais e municipais.
Constantemente em crise económica e política, a Venezuela acolha milhares de emigrantes madeirense, alguns já de terceira geração.
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