
Quem entra quer saber e quem sai que deixar claro. A dívida bancária do PS-Madeira a 31 de janeiro de 2018 era de 542.239,70€. Os encargos anuais com essa dívida rondam os 88 mil euros, que absorvem cerca de 27,5% das receitas com origem na Assembleia.
A prestação de contas é feita aos congressistas pelos órgãos cessantes, através de um relatório assinado pelo ainda secretário-geral, Jaime Leandro, que foi distribuído ao mais de 300 congressitas.
Na prestação de contas, diz-se que a dívida comercial do PS-M é, atualmente, de cerca de 8 mil euros, 6.340€ a um único fornecedor.
Alude-se ainda ao facto de, nas contas do PS-M estarem depositados 36.148,58€ e 6.464,30€ na conta do grupo parlamentar.
“O panorama financeiro do PS-M já não era famoso no início do mandato que agora termina face aos resultados verificados nas eleições regionais de 2015 e sofreu, posteriormente, outro revés com a redução das subvenções com origem na ALRAM, em 40%, contingências que, conjuntamente, implicaram que, num curto espaço de tempo, o partido tenha ficado privado de quase metade das receitas que até essa altura tinha”, revela o relatório dos órgãos cessantes relativamente ao período entre junho de 2015 e janeiro de 2018.
“Essa diminuição de receitas introduziu perturbações no quotidiano partidário”, reconhece.
O PS-M teve de apertar o cinto, cortar nas despesas correntes e fechar sedes de concelhias, processo iniciado ainda o mandato de Victor Freitas e concluído no mandato de Carlos Pereira.
No atual mandato não houve contração de novos empréstimos bancários sendo os existentes da responsabilidade de outras direções, contraídos para a aquisição da sede regional e para campanhas eleitorais regionais, a última das quais em 2015.
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