Albuquerque explica a voz de comando deste governo: todos mais perto das pessoas

Albuquerque e Calado, na posse do GR desta manhã, uma nova dupla no Executivo. Foto FN

Miguel Albuquerque aposta na remodelação que fez e que foi hoje formalizada na Assembleia. Aos jornalistas, acredita que é um novo executivo preparado para a nova conjuntura económica.

Os dois anos anteriores, muitos difíceis, marcados pela austeridade económica, já lá vão e agora o novo ambiente “deixa folga para todo o governo estar mais próximo das pessoas”, declarou Albuquerque, com uma ressalva: “Eu nunca deixei de estar próximo da população”.

Quanto a um cenário de uma eventual aliança PSD-CDS, Miguel Albuquerque tem outras prioridades.  “Temos agora é de olhar para o desenvolvimento do quadro nacional e regional e seria especulação e descabido estar a traçar cenários de alianças. Sem dúvida que o partido mais próximo do PSD é o CDS, mas estar a desenhar cenários é muito prematuro”.

Quanto à nova orgânica do governo, o presidente explicou que não optou por subsecretarias porque seria “aumentar desnecessariamente o tamanho do governo”. Então, explicou, “temos diretores regionais com áreas importantes como as finanças públicas e a economia, com grande peso no governo. São duas áreas que estão concentradas à mesma secretaria para uma maior interação”.

O regresso de Sérgio Marques e Eduardo Jesus ao Parlamento, com cessação de funções no governo, é visto como “positivo” por Albuquerque.””É um regresso muito positivo, fizeram um belíssimo trabalho e para nós é uma mais-valia pelo percurso político e cívico de ambos”.

Quanto à posição do PSD nas câmaras municipais em que é oposição, será respeitar a decisão da população e escrutinar muito bem o trabalho dos respetivos autarcas, como pede a população”.

Albuquerque participa na reunião do Comité das Regiões Ultraperiféricas, na Guiana, com a presença do presidente Juncker. O presidente do GR quer salientar que estas Regiões são essenciais para o futuro da União Europeia e que terão de ser olhadas de forma específica. O Plano Juncker falhou e é preciso outra postura em nome da coesão social. As Regiões Ultraperiféricas não podem ser tratadas como se de regiões continentais fossem, porque têm as suas especificidades.

 

 


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