“Funchal Forte” denuncia “anarquia” e desleixo no Mercado dos Lavradores

“Funchal Forte” foi hoje ao Mercado dos Lavradores. Fotos DR

O ex-vereador da Câmara Municipal do Funchal e cabeça de lista pela Coligação “Funchal Forte”, Gil Canha foi o porta-voz de uma conferência que se realizou hoje no Mercado dos Lavradores.

O candidato começou por fazer uma breve resenha temporal, onde explicou que, em Janeiro de 2014 e quando era o responsável por esse espaço, resolveu sensibilizar os comerciantes das bancadas para melhorarem os seus pontos de venda, não deixarem caixas vazias ou tralhas em locais visíveis, cobrir as caixas de plástico, (para não dar um ar de supermercado) ordenar e desimpedir os pontos de passagem, não deixar acumular o pó, e utilizar cestos em vime ou outros materiais mais consentâneos em dar um ar genuíno e único ao mercado.

Na altura, o ponto mais importante foi criar novas bancadas (mobiliário) para as floristas, pois os móveis estavam degradados, decrépitos, com um aspecto visual desagradável, e pouco funcionais.

Gil Canha explicou que “com a preciosa colaboração das floristas, um arquitecto desenhou novos móveis, iguais para todas, ao nível da cintura, para não se criarem barreiras visuais no espaço. Os móveis eram em escadinha, tipo como usamos nas nossas casas para expor os nossos cântaros de flores, os baldes de plástico seriam metidos dentro de recipientes em estanho, e tudo seria feito para melhorar não só aspecto visual mas também para dar melhores condições de trabalho às floristas.”

Exemplo de degradação, diz a Funchal Forte.

Três anos depois, a coligação “Funchal Forte” constatou que estes melhoramentos foram abandonados e, este ano, no início de Junho, a Coligação visitou o Mercado e denunciou a política da Câmara Municipal do Funchal em transformar este icónico lugar num bazar turco, com bancas de quinquilharias, restaurantes gourmet, esplanadas, e num espaço de especulação de rendas a preços assustadores.

“Criticámos o facto das floristas estarem a trabalhar naquelas condições degradantes e sem os referidos móveis que tinham sido concebidos para elas. No dia seguinte, mais propriamente no dia 7 de Junho de 2017, a presidência da Câmara Municipal fez publicar no Diário, uma notícia, em que alardeava falaciosamente que seriam investidos 170 mil euros para reabilitar o Mercado dos Lavradores, e que finalmente seriam construídas neste verão, as novas bancas para as floristas. Ora, estamos no fim do Verão e as bancadas ainda não apareceram!”, lamentou.

“Isto só prova que a actual Câmara é mentirosa, aldrabona e que tem uma verdadeira máquina negra da mentira a encobrir todo o seu desleixo e inércia”, revelou Gil Canha.

Na visita que os membros da coligação fizeram a este espaço, observaram aquilo que qualificam de “anarquia e o estado de abandono a que está votado o nosso Mercado dos Lavradores”.