A Junta de Freguesia da Fajã da Ovelha está preocupada com o estado de degradação dos espaços de lazer na Fonte do Bispo, um “must” da natureza endémica madeirense. O presidente da Junta, Gabriel Neto, levou as preocupações ao responsável pelo Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN), nomeadamente a apresentação de um plano de revitalização de toda a área.
Gabriel Neto sugeriu ao presidente do IFCN a eliminação das espécies infestantes, a plantação de espécies autóctones e a recuperação dos espaços de lazer no posto florestal na Fonte do Bispo. O autarca afirma ter saído da reunião com o eng. Manuel Filipe “satisfeito”, uma vez que se “mostrou sensível às reivindicações da Junta de Freguesia. Aliás, o IFCN já deu inicio à recuperação do Posto Florestal, enquadrado num projeto regional de recuperação das casas que têm vindo a desenvolver”.
De acordo com o plano de revitilzação proposto pela Junta de Freguesia da Fajã da Ovelha, a Fonte do Bispo merece, pelas suas características, um outro olhar: “É um espaço florestal que se distingue pela sua longínqua existência, e por conservar legados de grande valor. É muitas vezes considerado o pulmão da Fajã da Ovelha. São dali que partem os afluentes das principais ribeiras e ribeiros da freguesia. Implantado próximo dos maias belos planaltos da região, chegando à Fonte do Bispo o melhor mesmo é parar, ouvir, olhar e partir para uma viagem dos sentidos”.
No entanto, urge dedicar outra atenção a toda esta mancha verde. Segundo Gabriel Neto, “a eliminação de espécies infestantes considera-se uma medida importante pois estas espécies são uma forte ameaça à fauna e flora ali presentes. A sua presença em excesso constitui, também, um perigo para a propagação de incêndios pelo elevado material combustível que produzem”. Uma intervenção balanceada com a plantação de espécies autóctones como loureiro, urze, uveira da serra, entre outras.
Outra área a merecer atenção prende-se com a recuperação dos espaços de lazer da Fonte do Bispo. “A zona de lazer da Fonte do Bispo encontra-se num estado avançado de degradação considerável, o tempo de construção e a falta de manutenção e conservação ditaram este fim. O local durante muitos anos era procurado por madeirenses e não só para a realização de piqueniques em família, de amigos ou convívios de empresas. O espaço possui condições excecionais para a prática desportiva e para campismo”.

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