PSD Porto Santo aponta o dedo a desinteresse pelo património

No âmbito das acções que a candidatura do PSD/Porto Santo às próximas autárquicas, liderada por Idalino Vasconcelos, Fátima Silva e Joselina Melim, tem realizado ao longo das últimas semanas, os candidatos aos vários órgãos deslocaram-se à “Casa da Serra”, um importante símbolo do património do Porto Santo e contactaram o seu proprietário, com o intuito de abordar o tema “património”.

A candidatura do PSD/Porto Santo considera que o esforço efectuado pelo proprietário da “Casa da Serra”, à semelhança de outros exemplos conhecidos na ilha, na recuperação do imóvel, é um exemplo do que se poderá fazer a nível de recuperação do património e identidade locais.

“Por seu turno, o mandato socialista que agora chega ao fim, caracterizado por constantes conflitos internos e externos, de rompimentos com elementos do próprio staff do executivo da câmara municipal, quer a nível de vereação, quer a nível do gabinete do presidente, teve como consequência a enorme instabilidade política da instituição câmara e sua credibilidade, o que tornou a nossa ilha, um mau exemplo, ao longo dos últimos 4 anos. E quando uma Câmara se encontra num clima contínuo de atrito e fricção com todos, não há tempo para o que realmente importa à população, isto é, na defesa dos seus interesses. Assistimos a 4 anos de promessas não cumpridas e se fizermos um exercício, constataremos que ficou pelo caminho a promessa da recuperação de uma Casa de Salão, símbolo da nossa identidade. No entanto, julgamos importante, o esforço feito pelos homens da câmara na recuperação de um fontanário. Mas, para um município, é manifestamente insuficiente”, critica a candidatura social-democrata.

” (….) há uma fraca liderança por parte do presidente da Câmara, que negligencia, de forma grosseira o nosso património”, acusa o PSD, que promete, obviamente, agir de maneira diferente, conservando e recuperando “moinhos, matamorras, noras e fornos da cal, bem como (…) os muros de protecção de pedra, das nossas vinhas e zonas agrícolas”.