Foi afixado recentemente na porta do Externato Lisbonense, na Rua das Mercês, um edital citando os herdeiros do colégio para comparecerem no dia 28 de Março no Juízo do Trabalho do Tribunal Judicial da Comarca da Madeira.
Para esse dia está marcada uma audiência de partes numa acção que foi movida por uma ex-funcionária do colégio que fechou portas em 2015.
Os primeiros sinais de que algo de anormal estaria a passar-se remontam a 27 de Abril de 2015.
Na altura, gerou-se uma confusão à porta do colégio depois de um dos herdeiros ter impedido os professores de entrar na escola depois destes terem, semanas antes, convocado uma greve descontentes com a atuação do ex-diretor executivo daquele estabelecimento de ensino.
Meses depois, o ex-diretor executivo instaurou um processo disciplinar às 7 professoras que haviam ameaçado fazer greve (entretanto desconvocada) para salvaguardar os seus direitos laborais.
No início de Agosto de 2015, após a sucessão de problemas que culminou com o internamento do seu diretor, a instituição fechou as portas.
Em Setembro de 2015 as professoras ainda se apresentaram na escola para dar início a um novo ano letivo mas o encerramento estava consumado. Bateram à porta da Inspeção de Trabalho, que instaurou processos por causa de ordenados em atraso, e à Secretaria da Educação que acompanhou o caso.
Para o ano letivo de 2016/2017, a licença concedida ao Externato Lisbonense foi revogada.
Recorde-se que o Externato Lisbonense desenvolveu um papel importante no ensino privado na Madeira desde 1930. Tanto no pré-escolar e 1.º ciclo como no ensino diferenciado (novas metodologias).
Contudo, nos últimos anos acumulou problemas que levaram ao fim da instituição.
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