Água muito suja, de aspeto lamacento, corria esta manhã pela Ribeira de São João, na zona do viaduto junto às piscinas da Penteada.
A situação não será inédita nas ribeiras do Funchal, sobretudo em dias de chuva, mas no caso em apreço ficam alguns populares a questionar sobre a origem daquele caudal tão carregado de sedimentos e quais as consequências em termos de contaminação da orla marítima, junto às fozes.
Parte do problema estará relacionado com as atuais obras a decorrer nos leitos das ribeiras e que implicam a remoção de terras e inertes. As principais ribeiras do Funchal estão a ser alvo de intervenções profundas, trabalhos que decorrem sob a tutela da Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Europeus.
Maquinaria pesada, grande quantidade de betão e muita mão de obra têm, nos últimos meses, alterado a fisionomia e o curso destes canais, com o argumento de reforçar a segurança da cidade perante ocorrência de cheias.
No entanto, há quem aponte algo bem mais estrutural e complexo. A precariedade da situação a montante, nas zonas altas, onde as referidas ribeiras não estão canalizadas, não têm muros de suporte e ocorrem deslizamentos de pedras, terra e detritos vegetais, tem sido por diversas vezes denunciada por investigadores e políticos. Aí sim, defendem, é que é necessário intervir.
Com previsão de muita chuva para os próximos dias, é esperado um aumento do caudal das ribeiras.
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