
O Lobo Marinho retomou hoje as ligações ao Porto Santo, após o período de manutenção, habitualmente feito em janeiro, e o presidente da Câmara diz que ainda não recebeu resposta da carta que enviou ao presidente do Governo a questionar a estratégias governamental sobre o transporte marítimo e a situação de isolamento a que a ilha fica votada nesta altura do ano, não obstante a alternativa de lugares garantidos pelo operador Porto Santo Line aos residentes, no transporte aéreo.
Menezes de Oliveira diz desconhecer “que estratégia está o governo a diligenciar, de curto, médio ou longo prazo, para resolver este problema que todos os anos afeta o Porto Santo em janeiro. Não basta mandar ofícios a fazer queixas de que a culpa é de Lisboa e fazer orelhas moucas no que toca aos problemas que se colocam internamente. É preciso ir aos locais, falar com as pessoas, ver os problemas e resolvê-los de acordo com uma planificação, que não sei se há”.
Em matéria de transportes, o autarca do Porto Santo, referindo-se já à linha aérea e ao contrato que em breve será assinado ao nível da concessão, afirma que “são insuficientes os telefonemas que o secretário da Economia, Turismo e Cultura tem feito, no sentido de tentar explicar a situação responsabilizando Lisboa relativamente ao que tem vindo a afirmar tratar-se de não satisfação das pretensões da Madeira”.
Tudo isto porque, como dá conta, manteve recentemente em Lisboa um encontro com o Governo da República, através do secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme d’ Oliveira Martins, com a supervisão próxima do ministro, onde foi garantido que “tanto o caderno de encargos como as reivindicações feitas pela Câmara, nos pareceres que emitiu sobre o assunto, bem como o movimento de passageiros e o tipo de aeronave, serão tidos em conta no contrato de concessão, contrariando o que tem sido afirmado pelo Governo Regional”.
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