‘Nós, Cidadãos’ pergunta por estudo sobre introdução de combustíveis “low cost” na Região

nós cidadaosO partido ‘Nós, Cidadãos’ discorda de mais um aumento (o terceiro consecutivo desde o início do ano) dos combustíveis que ocorre esta semana, na Região.

O partido questiona sobre o paradeiro –e resultados/conclusões– do estudo de viabilidade e de introdução dos combustíveis “low cost”, prometido e anunciado pelo governo PSD de Alberto João Jardim, em Abril de 2015, poucos dias antes da tomada de posse de Miguel Albuquerque.

“Hoje, dia 16.1.2017, quando os madeirenses e portossantenses acordarem e pela manhã se dirigirem a um qualquer posto de abastecimento de combustíveis na RAM, irão pagar mais por litro do que na semana anterior”, revela em comunicado.

“Os cidadãos suspeitam que o Governo Regional está “concertado” com as empresas petrolíferas, pois na região os preços praticados são dos mais caros do país e os cidadãos não têm opção de escolha, isto para não falar do contributo generoso para o orçamento regional, em termos de impostos cobrados, graças aos preços decretados pelo governo da RAM”, acrescenta.

Também ao contrário dos portugueses que residem no continente nacional –e que têm opção pelo abastecimento de combustíveis simples (chamados “low cost”), ou seja, gasóleo e gasolina sem aditivos e por isso mais económicos (de disponibilização obrigatória em todos os postos de combustível, no território continental, desde 15 de abril de 2015, e que decorre da Lei nº. 6/2015, publicada no dia 16 de Janeiro), ou então, daqueles que vivem perto da fronteira com Espanha, que têm a possibilidade de abastecer o depósito da suaviatura a preços ainda mais reduzidos– os madeirenses e portossantenses, esses não têm nenhuma das duas possibilidades e, portanto, têm de pagar aquilo que o governo regional estabelece semanalmente.

“É caso para dizer –e face às evidências– que este é também um custo a pagar pela insularidade!”, revela.

O ‘Nós, Cidadãos’ pergunta ao atual Governo Regional, liderado por Miguel Albuquerque, pelas conclusões/resultados do estudo (ou promessa de estudo) de viabilidade da introdução dos combustíveis simples (“low cost”), na RAM, conforme anunciou Isabel Catarina Rodrigues, a diretora do Comércio, Indústria e Energia, em Abril de 2015.

O partido pergunta porque é que a lei nacional ainda não foi transposta para a RAM, onde está o estudo prometido e a quem não interessa a sua comercialização na região?

“Será que nesta questão tem mais peso político, nas decisões do governo regional, os interesses/proveitos das gasolineiras que abastecem o nosso mercado regional, do que os interesses de uma boa maioria dos cidadãos da RAM?”, pergunta


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