Entre a diversão no Natal e a degradação no resto do ano

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A zona onde estava situado o café está neste estado.

Para quem passa pelo parque desportivo de Água de Pena, neste Natal é também de diversões, sob o aeroporto, sente um misto de diversão, alegria, música, cor, sensações natalícias, e deceção, tristeza, preocupação e alguma apreensão relativamente a um espaço que tinha todas as condições para dar certo, mas que praticamente, e isso sente-se, tem um aspeto de “cidade fantasma”, tal a degradação de alguns equipamentos, a destruição de outros por alturas do temporal, uma “dor de alma”. Em algumas partes, parece que foi abandonado, as zonas verdes estão a morrer, parece que não há responsáveis por aquilo.

E o misto que se sente ainda é resultado do ambiente de festas. Porque no resto do ano, sem eventos, é um marasmo apenas quebrado por alguns frequentadores, que podem ter acesso aos poucos recintos ainda em condições, talvez os campos de padel, a zona de escalada, de resto muito mau para ser realidade. Mas é.

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O encerramento do ginásio deserteficou ainda mais a zona.

É verdade que as consequências do mau tempo foram nefastas para aquela zona e acreditamos que as verbas não abundem para suportar o nível de investimento que acarretaria a recuperação das áreas afetadas. E é também verdade que foram construídos projetos de alguma forma megalómanos, cujo retorno não terá sido verdadeiramente avaliado. Mas pensamos não ser este o caso.

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As consequências do temporal ainda são muito visíveis.

A área é excelente, está bem concebida, bem pensada para zona de lazer e se houvesse uma conjugação de esforços talvez a rentabilização tivesse sido outra, permitindo a existência de áreas de restauração – os cafés ali existentes fecharam – e de outras atividades – ginásio também fechou portas – que permitissem criar uma vivência adequada à afluência de pessoas que provavelmente ali se deslocariam em grande número para a sua atividade física ou meramente como zona de passeio, tranquila e segura – com os devidos cuidados com as crianças nas zonas de proximidade de água.

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Um dos campos revela a inexistência de manutenção e limpeza, que seria o mais elementar.

É estranho que a situação tenha chegado ao que se vê e cuja documentação, nas imagens que conseguimos captar, com a qualidade possível, demonstra apenas uma pequena parte do que está destruído e impróprio para uso.

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Muitos dos pilares junto ao passeio estão a degradar-se.

Pensamos que as entidades regionais, juntamente com as locais, poderão refletir sobre o assunto para que a recuperação se faça a tempo de evitar que se crie uma “terra de ninguém”, onde não há quem queira estar. Independentemente de quem fez a obra, ela está ali, é na Madeira, é em Machico enquanto zona que pode potenciar o turismo e pode marcar a diferença.

É preciso conjugar esforços e “curar” o espaço. Mas primeiro, é preciso reconhecer que está “doente”.


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