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Fotos Rolando Almeida
Não sou uma pessoa especialmente religiosa. Mas o natal mesmo para quem não assume uma vida religiosa tem sempre bastante encanto. Este ano quis saber como é o natal dos londrinos. Claro está que podemos ir a Londres fazer coisas muito diferentes. Afinal Londres é uma das principais capitais do mundo, onde tudo acontece. Desta vez não fui a Londres para ir aos museus e às livrarias. Fui para passar o Natal e passear nas ruas. Reuni muita informação sobre que havia e podia fazer. Por exemplo, como fui com o meu filho, aproveitei uma festa de natal a bordo de um barco no Tamisa. Foi uma surpresa para o menino e um bom passeio para os pais, servido com uns snacks e vinho quente devidamente preparado com canela e limão.
Londres é uma cidade com um clima quase bizarro para quem parte da Madeira. De inverno quase não há luz e é estranho que anoiteça pouco depois das quatro da tarde. Não sei bem como os ingleses fazem a proteção da sua floresta, mas nos espaços públicos, apenas os que frequentei, as árvores de natal são todas verdadeiras e gigantes. Assim foi na pequena sala da casa georgiana onde fiquei, um simpático hotel restaurado e muito acolhedor. As ruas estão cheias, mas nos espaços públicos um latino estranha sempre o silêncio dos londrinos. Sempre achei os ingleses muito excêntricos e difíceis de classificar. Tanto fazem silêncio em lugares como estações de caminhos de ferro, metro, etc… e são muitíssimo ordeiros, como de repente se observa um taxista de cabeça de fora aos gritos com alguém que não respeitou o vermelho.

Ora os lugares estão muito asseados, como vemos alguém a sair de um bar e urinar em plena via pública. Tanto são afáveis e simpáticos, como de uma frieza estonteante, ainda por cima para turistas. Tanto são acolhedores, como extraordinariamente arrogantes. Tanto são cultos como uns completos idiotas e broncos. Lidar com os ingleses é como lidar com a imprevisibilidade das crianças. Deve ser do clima. E no natal não são muito diferentes, a não ser um permanente Merry Christmas…
Claro que o dia 23 e 24 foi mais animado, em parte devido às compras de última hora dos ingleses. Aproveitamos por passar no mercadinho no Leicester Square Garden e beber uma cerveja (muito apreciada por estas terras) e provar uns doces mais típicos e exageradamente doces.
À noite demos um salto ao Hyde Park, onde nesta altura está instalado o Wonderland de inverno, um parque de diversões com muitas barraquinhas de comes e bebes e completamente atolhado de pessoas. E, claro, como levamos a criança, passamos pela famosa loja de brinquedos Hamleys, na animada Regent St.
No final lá fomos comprar o bilhete de regresso no comboio que faz o trajeto entre a estação de Victoria e Gatwik. Fomos atendidos por uma portuguesa de Viseu que nos desejou um bom ano de 2017. Retribuímos.
E o resumo? O natal em Londres é frio e cinzento. Talvez por isso os londrinos ora são afáveis e muito corretos, ora são broncos, irracionais e arrogantes. Não sei onde vão buscar tanta árvore bonita e natural. Gostamos dos efeitos de natal das lojas e da cidade. O Hotel onde ficamos hospedados merece a nota mais elevada de toda esta aventura. E o Big Ben à noite é lindo. Mesmo não sendo eu religioso, aproveitei para espreitar um pouco a missa de natal na Westminster Cathedral. O coro da missa é de uma beleza extraordinária. E os emigrantes andam à toa com o Brexit.






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