
No parlamento regional decorrem agora as intervenções finais dos partidos antes da votação final para aprovação do Orçamento Regional para 2017.
O deputado independente, Gil Canha, aproveitou a sua intervenção para acusar o PSD de nada fazer neste orçamento e avisou o Governo de Miguel Albuquerque que se continuar com as actuais políticas, em 2017, terá a maior derrota de sempre nas eleições autárquicas.

Por sua vez, Quintino Costa, do PTP, justificou o voto contra este orçamento, com o facto de o considerar “um atestado de recusa autonómico” de um governo limitado que continua a favorecer grupos económicos e se esquece do povo madeirense.

O Bloco de Esquerda, pela voz de Roberto Almada, acusou o Governo Regional de ser “autonomista para receber dinheiro da República mas é centrista na hora de pagar”. Almada considera que o OR para 2017 “tem muito pouco de social”.
Já, Edgar Silva, do PCP, afirma que este orçamento, “é uma desilusão, que provocará mais insurreição”, e acrescenta que “este orçamento já não consegue esconder a ilusão da renovação”.

Duros nas críticas, Edgar Silva, lembrou que “este é um dia claro para claramente se perceber como há 40 anos se mantém o mesmo regime, há 40 anos se perpetua esta governação, há 40 anos o mesmo PSD impõe a mesma gramática de explosão”, vincou.
Vítor Freitas, pelo Partido Socialista, usou o discurso “batido” que durante esta semana não se cansou de propagar de que “a solidariedade de Lisboa é que paga as obras do governo da Madeira”. Os socialistas afirmam ainda que Miguel Albuquerque “é pior que Alberto João Jardim” porque negam contratos-programas as autarquias.

O Grupo Parlamentar dos Juntos pelo Povo, por Élvio Sousa, voltou a afirmar que este é um orçamento “mini-social” porque apenas está a reduzir “1% no 1º Escalão do IRS e a repor parcialmente parte do subsídio de insularidade aos funcionários públicos”. O deputado da JPP afirmou que “este PSD renovado, segue o mesmo diapasão da repetição do velho, e ironiza ao dizer que “eles estão mais abertos para ouvir, mas mais fechados para aprovar e aceitar alternativas, eles chumbam tudo e não passa nada”, conclui o deputado da JPP.
Para o líder da bancada parlamentar do CDS, António Lopes da Fonseca, este é um “orçamento que discrimina os madeirenses”.

Os centristas consideram que a devolução de benefícios fiscais deverá ser feita de “forma equitativa sem discriminações entre ricos e pobres”. E Lopes da Fonseca deu como exemplo a atribuição do subsídio de insularidade a 19.000 trabalhadores do sector público, “deixando de fora”, no entender dos centristas, “mais de 100.000 trabalhadores do sector privado”.
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