Pe. José Luís Rodrigues insurge-se contra “o fastidioso festival de Órgão da Madeira”

Festival de órgãoNuma opinião destoante publicada ontem no seu blogue ‘Banquete da Palavra’, o padre de São José e São Roque, José Luís Rodrigues insurge-se contra “o fastidioso festival de Órgão da Madeira”.

Diz o sacerdote que forçar um festival de órgão torna-se cansativo, repetitivo, fastidioso, monónono.

“O órgão é um instrumento interessante e faz ecoar uma musicalidade que nos eleva e nos convida à introspeção. Mas, é um instrumento repetitivo que se for muito tempo cansa”, revela.

“O órgão é um instrumento que fica bem, muito bem dentro da liturgia, cumprindo o seu dever nos momentos determinados, fora disso ele perde o seu valor, o seu contexto. Por isso, torna-se fastidioso, monótono e muito igual”, acrescenta.

Vaticinado a morte do festival “por si mesmo”, até porque a única igreja que reúne condições acústicas é da do Colégio, e antecipando as críticas que lhe possam apontar, José Luís Rodrigues diz que o festival já teria morrido “se não fosse a pipa de massa que a Direção Regional de Cultura (DRAC) reserva para isto” e se não fossem as entradas gratuitas.

Por isso apela: “Deixem os órgãos em paz e que sejam utilizados no seu contexto próprio, com conta peso e medida, ao menos não dá sono e continua a cumprir a missão que lhe está destinada, embelezar a liturgia da Igreja.


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