Em comunicado o Nós, Cidadãos! emitiu um comunicado onde se manifesta contra a posição que o PSD e o PCP tomaram na Assembleia da República sobre as alterações à lei eleitoral autárquica, nomeadamente na recusa de alterações às candidaturas independentes.
“O Partido Social Democrata (PSD) e Partido Comunista Português (PCP), foram ontem, no parlamento nacional (AR), aliados nas críticas às propostas de alterações à lei eleitoral autárquica, em particular na recusa de alterações às candidaturas independentes. As alterações propostas visam permitir a ostentação de um símbolo nos boletins de voto, a simplificação da recolha de assinaturas e outras regras na substituição de candidatos nas listas, entre outras mudanças. Durante a discussão, o deputado do PSD, Paulo Rios, acusou os partidos proponentes (PS, CDS-PP e BE) de apresentarem alterações “extemporâneas e levianas”, sem “qualquer elemento prévio de ponderação se não um e-mail de um autarca independente”, o autarca do Porto, Rui Moreira”.
O Nós, Cidadãos! “em prol da facilitação das candidaturas independentes às próximas Eleições Autárquicas, defende também alterações à lei eleitoral autárquica e lamenta a expectável reação de bloqueio de alguns partidos políticos, que – como se pode testemunhar – continuam a apostar no monopólio partidocrático sobre a nossa Democracia. Refira-se, a este propósito, que provavelmente o número recorde da abstenção nas eleições regionais nos Açores do passado fim-de-semana, de 59,16% (ou seja, 14.594 pessoas não votaram), está assim muito presumivelmente justificado, e na atualidade é sintomático que um conjunto crescente de cidadãos não se revêm nos candidatos anunciados pelos partidos e, portanto, não encontram razões que justifiquem a sua participação democrática. Mais, foi também por isto que o Nós, Cidadãos! nasceu: para ajudar a desconstruir o monopólio partidocrático, que cada vez menos representa os portugueses, ao sobrepor os que cada vez menos representa os portugueses, ao sobrepor os interesses dos partidos aos superiores interesses do país”, pode ler-se na nota enviada à imprensa.
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