A Juventude Comunista Portuguesa esteve hoje na Universidade da Madeira, tendo em vista elucidar os estudantes, sobre o que entende ser um “aumento abrupto dos custos de ensino” desde o ano passado até agora, aumento esse que não pode ser branqueado.
“Aumentaram as propinas em trinta euros por ano e aumentaram o custo das refeições em 12 cêntimos por refeição, valores acrescentados relativamente ao valor geral do ano passado, tendo em conta que a UMa foi uma das universidades que mais abandono escolar teve, muito também devido ao aumento dos custos de ensino”, denuncia o dirigente da JCP, Duarte Martins.
A JCP defende que é necessário mais apoio social anexado às bolsas de forma a que a Bolsa de Estudo não pague apenas o valor anual da bolsa mas que pague os materiais, fotocópias, manuais, alimentação e transporte, pois o apoio que muitos alunos recebem “é um embuste criado pelo governo em que o aluno recebe pouco mais de 40 euros pelo Governo Regional e esse mesmo valor como conta como uma bolsa e não como um apoio extra é retirado pela DGES (Direcção Geral de Ensino Superior), por estes valores entrarem directamente no quociente do rendimento do agregado familiar”.
Para a Juventude Comunista, é vergonhoso que um aluno que venha de Santana, Ponta do Sol, São Vicente, entre outros concelhos mais distantes do Funchal, tenha um passe com valor superior mensal ao da propina, tendo muitas das vezes usar dois passes, um do concelho onde vive até ao centro do Funchal e um do centro do Funchal até à Universidade.
Relativamente a este mesmo assunto dos transportes, a JCP considera completamente descabida a inexistência de transportes públicos nas imediações do campus universitário entre as 22 horas e as 23 horas, que é quando os alunos do Regime Nocturno e do Regime Pós Laboral saem da Universidade. Os mesmos têm que inevitavelmente esperar até à meia-noite para poderem ir para casa.
Por tudo isto, a JCP propõe a criação de um passe de estudante para toda a ilha com o mesmo valor; o aumento do número de carreiras dos transportes públicos; a criação de mais apoios sociais anexados à bolsa de estudo; a diminuição dos custos de ensino: refeições, propinas, materiais, manuais e transportes.
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