O MDM- Madeira anunciou publicamente, pela voz da sua dirigente, Sílvia Vasconcelos, que se associa ao Movimento Erradicar Pobreza Madeira e integra a sua iniciativa do próximo dia 17, que assinala o Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza.
“Num recente inquérito da OCDE, 35% dos portugueses responderam que nem sempre têm dinheiro para cobrir as suas necessidades, ficando Portugal acima da média dos países da OCDE.
A perda de rendimentos nos últimos anos, com a queda dos salários, das pensões, das prestações sociais e par do aumento do desemprego e da precariedade laboral, atingiu, no país, e na Região, quase todos os cidadãos, mas sobretudo os mais pobres, conduzindo muitas pessoas a situações de pobreza extrema, penalizando, etariamente, os mais jovens, apesar da crescente escolaridade, e no género, a Mulher”, considera o MDM-Madeira.
As mulheres, diz este movimento, são as primeiras a ficar desempregadas em situações de crise e a serem preteridas no acesso ao mercado de trabalho, pela sua condição de género.
Por outro lado auferem, em média, salários mais baixos, o que também lhes condiciona, posteriormente, o valor das pensões na idade da reforma. De acordo com dados da União Europeia, as mulheres continuam a ganhar, em média, menos 16% do que os homens, trabalhando, assim, gratuitamente 59 dias. Em Portugal, as mulheres recebem, em média, menos 13% do que os homens, pelo desempenho das mesmas funções.
Em Junho de 2015, foi elaborado um estudo com dados do gabinete estatístico da União Europeia (Eurostat), pelo Instituto Europeu para a Igualdade de Género (EIGE) que concluía que, em média, as mulheres portuguesas recebem pensões 31% mais baixas do que os homens, com as mulheres a receberem, em média, por mês, uma pensão de 606 euros e os homens de 880 euros, enuncia o MDM. Sublinhava também, o mesmo estudo do EIGE que as mulheres entre os 55 e os 64 anos estão mais expostas à pobreza, com 55% de risco antes de transferências sociais, contra os 44% de homens com a mesma idade.
Destes aspectos, resultam riscos de pobreza mais elevados para as mulheres trabalhadoras, desempregadas e pensionistas. Esta questão torna-se ainda mais preocupante se tivermos em conta que as mulheres constituem a maior fatia da população no nosso país e na nossa Região, inclusive as mais velhas, devido à sua maior esperança de vida.
Porque considera que é importante reorganizar políticas e acções de cidadania que eliminem, revertam e sensibilizem para as causas económicas e sociais que estão na origem do aumento da pobreza e da desigualdade que a pobreza agrava, o MDM- Madeira associa-se ao Movimento Erradicar Pobreza Madeira e integrará a sua iniciativa do próximo dia 17, na Praça do Carmo- Funchal, que assinala o Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza.
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