Carlos Rodrigues atira-se a Cafôfo

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O PSD convocou hoje uma conferência de imprensa para dizer, pela voz do deputado Carlos Rodrigues, que “na semana passada foi dado o pontapé de partida da campanha eleitoral”, e, ao contrário do que se poderia pensar, esta campanha “não é para as eleições autárquicas de 2017”, mas sim “o início da campanha interna da filial regional do Partido Socialista”.

Carlos Rodrigues acusou Paulo Cafôfo de não hesitar, “sem qualquer pudor”, em fragilizar e pôr em causa o actual líder do PS-Madeira, Carlos Pereira, “a exemplo do que foi feito em Lisboa, e revelador do seu real modus operandi“.

Para o social-democrata, o edil funchalense passou três anos sem nada fazer, deixando que a cidade se tornasse “um modelo de má gestão, de desleixo, de inoperância, de incompetência e de caos generalizado”.

O balanço de Carlos Rodrigues à actuação de Cafôfo é do mais negativo possível. Durante o seu mandato, o edil “fez zero para os idosos, zero para os comerciantes, zero para as zonas altas e zero de investimento”. Segundo acusa, Cafôfo “afastou sumariamente todos aqueles que o incomodavam: numa primeira fase, os vereadores que tinham sido eleitos com ele, a presidente da Assembleia Municipal, numa segunda fase, e nos últimos tempos, afastou alguns dirigentes e funcionários da CMF”.

Para Carlos Rodrigues, Cafôfo “gastou e gasta o que tem e o que não tem em marketing e autopromoção, e espatifa rios de dinheiro em viagens sem qualquer nexo ou explicação plausível, e resultados práticos zero, enquanto a cidade vive momentos dramáticos de habitação e de emprego (…)”.

Por outro lado, acusa, o edil costuma extravazar as suas competências, “multiplicando-se em iniciativas dispersas e disparatadas apenas com o objectivo de fomentar guerrilhas estéreis com o Governo Regional (…)”.

O orador da conferência de imprensa acusou ainda o presidente da Câmara do Funchal de “povoar as empresas municipais com camaradas e amigos, sem qualquer concurso (…)”. Exemplo disso, diz, é a empresa Frente Mar.