Abaixo-assinado dos agricultores de São Vicente gera reacções de desagrado

são vicente

Os agricultores de São Vicente continuam insatisfeitos com o tratamento dado pela Câmara Municipal ao problema da Levada do Cascalho, que, conforme referiu já o FN quatro dias atrás, está a privar grande parte dos regantes da água de que necessitam. Trata-se de uma questão que há meses não vê solução. Razão pela qual os agricultores apresentaram um abaixo-assinado ao presidente da autarquia, no qual se solicita a limpeza e conservação da supracitada levada de rega.

“A levada denominada ‘Levada do Cascalho da Ribeira Grande’, localizada no Sítio da Ribeira Grande, localizada no Sítio da Ribeira Grande, apresenta o seguinte estado”, reza o abaixo-assinado: “O açude (na origem da levada) está danificado e encontra-se acima do caudal da Ribeira, dificultando a entrada de água para rega em quantidade suficiente, o que impede aos agricultores deste município, poderem regar as suas fazendas em pleno. Informa-se ainda que o Poço da Eira não retém a água. Carece de reparação. Na esperança de que V. Exa. saberá respeitar os direitos dos cidadãos do nosso concelho, os abaixo-assinados solicitam imediatas providências destinadas à reconstrução e devida preservação da levada acima identificada”, pede-se no documento, datado de 14 de Julho.

Entretanto, foi também dado conhecimento, pelo PS-São Vicente, deste problema à Secretaria Regional da Agricultura e Pescas, que respondeu dizendo que o ofício remetido foi encaminhado à Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais, “no que concerne à questão da levada, por ser matéria da competência daquela Secretaria”. Algo que o presidente da concelhia do PS-São Vicente, que tem acompanhado estas questões, diz não se perceber, dado que o assunto em questão está intimamente relacionado com a agricultura.

Por outro lado, denuncia que “o chefe dos levadeiros tem andado a querer saber quem são as pessoas que assinaram a petição, como que numa atitude pidesca e de intimidação”. Informa-se ainda que, na Câmara, o abaixo-assinado não terá sido muito bem recebido, tendo um adjunto do presidente opinado que não era necessário andar com abaixo-assinados – melhor teria sido informar a autarquia.


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