
Fotos: Rui Marote
Durante uma passagem ontem pela Calheta, a equipa de reportagem do Funchal Notícias ficou surpreendida pelo aspecto repulsivo da água do mar que banhava a praia da Calheta.

Uma espuma de aspecto desagradável e nada higiénico poluía a superfície das águas nas quais tantas pessoas se banhavam para escapar à canícula opressiva que se fazia sentir. As temperaturas eram bastante elevadas naquele que é já conhecido por ser o concelho mais quente da ilha da Madeira e muita gente buscava alívio e diversão na praia.

Espantou também a reportagem do FN que as pessoas com quem conversou tenham achado a sujidade natural. Aparentemente, segundo nos disseram, houve uma muito recente recarga de areia amarela, e quando isso acontece, “enquanto o mar não lava a areia, é normal que este tipo de espuma venha à superfície”.

Ora, não somos do género de facilmente julgar situações nem pessoas, mas afigura-se contraditório que pessoas que buscam as límpidas águas do mar para se descontraírem entendam como natural esta sujidade à superfície, mas lhes pareça normal nadarem em águas supostamente poluídas por areias sem qualquer tipo de tratamento…

Por outro lado, parece estranho e inapropriado efectuar uma recarga de areia no mês de Agosto (quando o Verão já está a meio, e quando falta um mês e meio para o reinício da aulas), e não no início da estação estival.

Nesta praia, bonita mas artificial, sem bandeira azul, por não possuir todos os pressupostos que são exigidos para a sua atribuição – salva-vidas, posto de socorros, balneários, etc. – não há dúvida que a qualidade das águas também não anda propriamente a par e passo. Aliás, é ‘vox populi’ que o mar não lava suficientemente as areias, dado o enrocamento realizado à volta.

Salvaguardamos que este nosso alerta apenas visa alertar para potenciais questões de saúde pública.
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