Líderes dos bancos norte-americanos surgem no topo dos mais bem pagos

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Goldman Sachs

Os líderes dos maiores bancos mundiais viram a sua remuneração aumentar perto de 8% no ano passado, de acordo com os dados da Equilar citados esta semana pelo Financial Times. Veja lista dos 20 mais abaixo.

O estudo da consultora analisa os dados dos 20 CEO (Chief Executive Officers)  dos maiores bancos dos Estados Unidos, Europa, Canadá e Austrália. O rendimento médio foi de 13,1 milhões de dólares, mas mesmo entre os banqueiros que mais recebem a disparidade é grande, destaca o Jornal de Negócios.

O Financial Times salienta que o aumento de salários é bem superior nos Estados Unidos, tal como o valor que os CEO ganharam. O rendimento médio dos seis banqueiros norte-americanos neste ranking foi de 20,7 milhões de dólares, o que contrasta com os 10,4 milhões de dólares dos 11 banqueiros europeus.

Como vem sendo habitual, os líderes dos bancos norte-americanos surgem destacados no topo dos mais bem pagos. A lista é liderada por Jamie Dimon, do JPMorgan (+36% para 27,6 milhões de dólares), surgindo em segundo Lloyd Blankfein, do Goldman Sachs (-4% para 23,4 milhões de dólares).

Entre os cinco mais bem pagos surgem dois europeus: Bill Winters, o novo CEO do Standard Chartered (22,4 milhões de dólares) e Tidjane Thiam, o líder do Credit Suisse (21,1 milhões de dólares).

Neste top 20 também aparece um gestor português, António Horta Osório, que desceu na lista face aos anos anteriores.

Saiba quanto ganham os 20 mais.

REUTERS/Mike Segar
REUTERS/Mike Segar

1 – Jamie Dimon. O CEO do JPMorgan obteve um rendimento de 27,6 milhões de dólares em 2015, acima dos 20,2 milhões de dólares em 2014, ano em que estava em terceiro lugar.

2 – Lloyd Blankfein. O CEO do Goldman Sachs obteve um rendimento de 23,4 milhões de dólares em 2015, abaixo do obtido no ano anterior, o que lhe custou o primeiro lugar que ocupou nos últimos dois anos.

3 – Bill Winters. O CEO do Standard Chartered é o primeiro europeu da lista, com um rendimento de 22,4 milhões de dólares. Entrou no banco no ano passado, quando registou prejuízos recorde de 1,5 mil milhões de dólares. Grande parte da remuneração é constituída por “stock options”.

4- James Gorman. O chairman e CEO do Morgan Stanley ganhou 21,1 milhões de dólares em 2015, abaixo dos 23,1 milhões de dólares de 2014, que lhe garantiu o segundo lugar nesse ano.

5 – Tidjane Thiam. O CEO do Credit Suisse Group é o segundo europeu do ranking. Com um rendimento de 21,1 milhões de dólares, iniciou funções em meados do ano passado.

6 – John Stumpf. O chairman e CEO do Wells Fargo é o primeiro da lista abaixo dos 20 milhões de dólares. O salário não alterou nos últimos três anos (19,3 milhões de dólares), apesar ser um dos maiores bancos de Wall Street com melhor prestação.

7 – Michael Corbat. O CEO do Citigroup obteve um rendimento de 16,5 milhões de dólares em 2015, bem acima dos 12,6 milhões de dólares de 2014.

8 – Brian Moynihan. O chairman e CEO do Bank of America levou para casa 16,4 milhões de dólares, acima dos 13,5 milhões de dólares de 2014.

9 – Sergio Ermotti. O CEO do UBS é o terceiro europeu da lista. Com um rendimento de 14,9 milhões de dólares, o Financial Times adianta que deverá perder o lugar em breve.

10 – Stuart Gulliver. O CEO do HSBC completa o top 10. Em 2015 ganhou 11,2 milhões de dólares, menos do que nos dois anos anteriores.

11 – Horta Osório. O CEO do Lloyds não surge nos 10 primeiros, ao contrário do que sucedeu nos dois anos anteriores. O rendimento do gestor português baixou para 11 milhões de dólares, contra os 12,9 milhões de dólares de 2014.

12 – David McKay. O presidente e CEO do Royal Bank of Canada é o primeiro da lista com um rendimento abaixo de 10 milhões de dólares. No ano passado ganhou 8,8 milhões de dólares.

13 – William Downe. O CEO do Bank of Montreal obteve um rendimento de 8,2 milhões de dólares no ano passado, uma descida de quase um milhão face a 2014.

14 – José Álvarez. O CEO do Banco Santander obteve um rendimento de 7,7 milhões de dólares no ano passado. Vive na sombra da Chairman Ana Botin, tendo assumido do cargo de CEO em Novembro de 2014, altura em que era CFO.

15 – Jes Staley. O CEO do Barclays assumiu o cargo em Dezembro do ano passado. O rendimento ascendeu a 6,9 milhões de dólares.

16 – Mike Smith. O CEO do ANZ, terceiro maior banco da Austrália, ganhou 6,4 milhões de dólares.

18 – Jürgen Fitschen. O antigo Co-CEO do Deutsche Bank ganhou 5 milhões de dólares, metade do valor de 2014. Saiu do banco em Maio deste ano envolvido num escândalo.

19 – John Cryan. O Co-CEO do Deutsche Bank ganhou 4,7 milhões de dólares em 2015, sendo que assumiu o cargo em Julho do ano passado. Agora lidera o banco sozinho e enfrenta fortes desafios, devido aos prejuízos de 6,8 milhões de dólares obtido no passado e aos receios com o nível de capital do banco.

20 – Carlos Torres. O CEO do Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA) fecha a lista dos CEO mais bem pagos do mundo, com um rendimento de 4,2 milhões de dólares.


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