“União de Quê?” é reflexão desta semana da crónica do presidente da Câmara do Funchal, Paulo Cafôfo denominada ‘Rota para o futuro’.
“A União Europeia parece-me cada vez mais um monte de palha rodeado de pirómanos com vontade de lhe atear fogo. Já não bastava o Brexit e, na minha opinião mal, querer-se que os britânicos ativem imediatamente o artigo 50 do Tratado de Lisboa e saiam já daquilo que em tempos se chamou de “projeto comum”, para agora entrarmos nesta espécie de transe com as sanções a Portugal”, opina.
“Sejamos claros: esta pressão sobre o nosso país com a questão da aplicação das sanções tem um único objetivo, que é o de fazer com que seja aplicado o tão falado plano B, ou seja, o retomar da política da austeridade. Acharam que o facto de Portugal não ter cumprido em 2015 as metas do défice era a oportunidade de ouro de nos encostarem às cordas, já que não o conseguiram aquando da aprovação do Orçamento de Estado. A tentativa de chantagem é clara: ou aplicam medidas “corretivas” ou levam sanções”, sentencia.
Paulo Cafôfo coloca como destaques positivos o apuramento de Portugal para a final do Euro 2016 e a reabertura do museu Cidade do Açúcar e, como destaque negativo, o desvio de 3 mil milhões de euros na Caixa Geral de Depósitos.
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